quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"O Decreto sobre o Ecumenismo não nasceu do nada. Ele inscreve-se no contexto do movimento ecuménico que, tendo nascido no século XX, fora da Igreja Católica..." - CARDEAL KASPER
http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/card-kasper-docs/rc_pc_chrstuni_doc_20041111_kasper-ecumenism_po.html

Ações para se chegar à santidade

"Corrigir os indisciplinados, confortar os pusilânimes, amparar os fracos, refutar os opositores, precaver-se dos maliciosos, instruir os ignorantes, estimular os negligentes, frear os provocadores, moderar os ambiciosos, encorajar os desanimados, pacificar os litigiosos, ajudar os necessitados, libertar os oprimidos, demonstrar aprovação aos bons, tolerar o maus e [ai de mim!] amar a todos". – SANTO AGOSTINHO

(Sermo 340, 3: PL 38, 1484; cf. F. Van der Meer, Augustinus der Seelsorger, (1951), 318)



O erro de se tentar adaptar os dogmas à mentalidade moderna



por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Quanto mais o tempo passa mais verdades a Igreja acumula. Foi pelo passar do tempo que essas verdades dogmáticas foram compondo o autêntico Depósito da Fé. A Igreja não retira verdades do seu depósito, bem como ela não fica “burra”. Uma sentença tida como verdade, sempre será verdade. Se, em discursos não dogmáticos, se constatar um aceno de mudança para a interpretação de uma sentença dogmática, levando-a a um entendimento diverso daquele sempre assumido pela Igreja, tal tese não atinge absolutamente o dogma, e não irá muito longe. Apenas constituirá contratempo que pode ser tido como interferência do arbítrio humano de alguns membros da Igreja, que Deus, permitindo, limita sua influência, não deixando a doutrina ser corrompida.

O Papa Leão XIII, em carta escrita ao cardeal Gibbons, detecta e condena magnificamente as teses que, como através de manobra, objetivam mudar o sentido do dogma ou pelo menos deixá-lo menos severo:

"O fundamento sobre o qual se fundam as novas idéias de que falamos é o seguinte: para atrair mais facilmente à doutrina católica os que pensam diferentemente, a Igreja deve afinal se acercar um pouco mais da cultura deste século já adulto e, soltando a antiga severidade, se mostrar mais indulgente para com os princípios e modos recentemente introduzidos entre os povos. E muitos pensam que isso deve ser entendido não somente da disciplina da vida, mas também dos ensinamentos nos quais se encontra o depósito da fé. Pretendem, com efeito, que é oportuno, para atrair as vontades dos que discordam, omitir certos pontos de doutrina, como se fossem de importância menor, ou mitigá-los de tal modo que não conservem o mesmo sentido que constantemente foi mantido pela Igreja."
Argumentos de teólogos modernos de que as verdades eram só para aquele tempo, são apenas teses sem solidificação. Não se vê tal explicação nos documentos da Igreja. Já a recíproca, sim: A Igreja diz que uma verdade dita deverá ser sempre entendida como foi enunciada e entendida por seus contemporâneos. Como se pode ver, com a verdade dogmática não se deve confundir os conceitos filosóficos. É o que ensinou Pio IX e o Concílio Vaticano I:

"Pois a doutrina da fé, que Deus revelou, não foi proposta como uma descoberta filosófica a ser aperfeiçoada pelas mentes humanas, mas foi entregue à Esposa de Cristo como um depósito divino, a ser por ela fielmente guardada e infalivelmente declarada. Daí que sempre se deve manter aquele sentido dos sagrados dogmas que a santa mãe Igreja uma vez declarou, e jamais, nem a título de uma inteligência mais elevada, é permitido afastar-se deste sentido."




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Plano de Deus para a Salvação de cada Ser Humano

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Não é sensato se imaginar que a existência do ser humano seja finita. O nada absoluto como desígnio ao ser humano após sua morte atenta contra a existência de Deus. O Criador tem um plano eterno para toda a humanidade. Ele dotou cada homem de uma alma de natureza espiritual que se desprende do corpo no momento da morte e que dará continuidade à sua existência.

Na realidade, todas as almas existirão eternamente. Algumas passarão o seu existir eternamente afastadas de Deus enquanto outras estarão eternamente junto d’Ele.

O que deve ser buscado então é a vida eterna junto de Deus, pois, o afastamento eterno d’Ele é o que caracteriza o inferno. Vale aqui ressaltar que é definitiva a destinação última da alma. Se ela for digna de ir à presença de Deus, ela assim estará eternamente. Se ela for indigna, estará para sempre impossibilitada de ir, em algum momento, à presença do Pai. Ou seja, não há conversão após a morte.

Por seu desígnio eterno, Deus quis a existência da humanidade. Sendo o criador de tudo, Ele expôs na criatura Sua própria imagem e semelhança e fez o ser humano, dando-lhe inteligência, liberdade e vontade.

Mesmo sendo o superior entre os seres criados no mundo material, o homem era incapaz de entender, sozinho, todos os porquês de sua existência. Deus então revela ao homem verdades que o fazem entender o sentido de seu existir. Com o passar do tempo, o homem vai provando dessa experiência de Deus que foi manifestando-se ao longo da história. Assim se deu a Revelação Divina. O plano de salvação traçado por Deus diante do pecado do próprio homem pôde então ser conhecido, e cada indivíduo, no uso de sua liberdade, pôde assumir sua opção de aderir ou não a esta proposição que Ele lhe propugnava. Com a vinda de Cristo, e após a morte do último apóstolo, Deus encerrou toda a Revelação, a qual foi entregue aos cuidados dos legítimos sucessores dos apóstolos, para que atuando na única Igreja fundada pelo próprio Cristo, o homem continuasse a ser devidamente encaminhado ao seu fim último.

Aqueles que fazem parte da humanidade de hoje devem buscar o entendimento para, conscientes, aceitarem esta Revelação Divina, que expõe tudo o quanto Deus quis dar a conhecer para se galgar a salvação eterna da alma.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Peça ao Filho que Ele atende através da Mãe

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Já é um tanto conhecida no meio católico - vista até mesmo em adesivos e cartazes - a frase “PEÇA À MÃE QUE O FILHO ATENDE”. É uma justa referência à capacidade de intercessão de Nossa Senhora junto ao seu filho Jesus. Entretanto, há aqueles que, não seguindo a fé católica, argumentam que apenas se deve pedir diretamente ao Pai, em nome de Jesus. Sem apaziguamento forçado, a boa teologia reconhece a possibilidade de dirigirmos petições e sermos atendidos em nossas súplicas através de orações diretamente a Deus, como também pela intercessão de Nossa Senhora, ou ainda de todos os santos. Partindo daí, alguns católicos atropelam-se em reconhecer: Nem tudo passa por Maria.

Convém que se distinga a via percorrida por nossas preces dirigidas a Deus, da via percorrida pelas graças de Deus dirigidas a nós. Ainda que Ele acolha todas as preces chegadas diretamente a Ele ou por intermédio de Nossa Senhora, as graças que Ele nos concede nos vêm unicamente por Maria. Nossas orações podem chegar a Deus sem passar por Nossa Senhora, mas todas as graças que d’Ele provêm passam por ela.

Deus é a fonte de toda e qualquer graça, mas Ele se utiliza de Maria para distribuí-las à humanidade. Cristo nos trouxe a maior de todas as graças – a redenção – e mesmo Ele nos veio por meio de Maria. Foi vontade de Cristo. Não era necessário que assim fosse, mas Ele quis assim. Podia ter vindo de outro modo, mas não quis. Todas as demais graças nos vêm também de Deus, mas através de Nossa Senhora. Ela é a medianeira de todas as graças.

Esbocemos uma ilustração de tal função de Nossa Senhora: As graças que Deus nos concede são como um facho de luz a ser canalizado para cada pessoa. Nossa Senhora é então esse prisma que sendo transpassado pela luz de Deus a refrata e a difunde tornando-a perceptível em todas as suas cores pelo olho humano que, embora tendo sido feito para a luz, não suporta olhar o sol, fonte maior de luz.

Quem se fecha a Maria, fecha-se às graças que Deus distribui por ela. E ainda que se vislumbre a possibilidade de Deus prover graças àqueles que rejeitam Nossa Senhora e sua missão, ela não se oporá em distribuir essas graças divinas também a esses tais. Enquanto nós, católicos, repetimos com o Papa Leão XIII: Se Cristo é a cabeça do Corpo Místico que é a Igreja, Nossa Senhora é o pescoço.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Os efeitos do pecado na alma da pessoa

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

O pecado atinge a alma de quem peca de tal forma que a deixa sem a devida condição para estar com Deus na eternidade. É que por mais leve que seja o pecado, a alma manchada por ele encontra-se impossibilitada de tomar posse da bem-aventurança na plenitude dos céus porque Deus é pureza plena, e, assim sendo, as almas, para estarem junto d'Ele, devem estar revestidas de tal pureza.

Sobre a pessoa que peca recaem: uma culpa e uma pena. A culpa pesa-lhe até que se arrependa e busque o sacramento da Confissão. A pena é uma imposição da justiça divina e deve ser cumprida como reparação pelo erro cometido.
Para entender melhor o dano causado pelo pecado em uma alma, podemos compará-lo a um risco de lápis em uma folha de papel branco. Ao se passar uma borracha, esta faz desaparecer a tinta do grafite, porém, se bem olharmos, permanece uma marca que teima em deformar o papel. A culpa seria como a tinta-grafite que é apagada pela borracha da confissão. A pena é como a marca do risco que permanece gravada mesmo após passada a borracha. Tal pena se paga efetivamente ao se cumprir a penitência atribuída pelo sacerdote.

Na prática é bem fácil entender. Vejamos: uma criança que desobedece ao pai, e que, por apenas um pedido de perdão, é prontamente perdoada pelo amor maior que seu pai tem por ela. Se não lhe for imposta uma pena para que se emende de sua falta, logo ela perceberá que vai poder infringir novamente qualquer regra paterna, pois lhe bastará um simples pedido de perdão para que o pai lhe tenha como antes. Essa pena que provém do amor do pai e de sua vontade em bem educá-la pode ser traduzida em castigos, realização de tarefas que lhes exercite as virtudes, ações que lhes façam condicionar-se à busca do bem, entre outras. De forma parecida, Deus provê para que nos emendemos de nossas faltas.
Ora, se o pecado causa uma desordem na pessoa, é preciso que essa pessoa se reordene para Deus antes que morra, pois seu modo de conduta de vida se perpetuará. É preciso que alinhemos nossa conduta ainda em vida, pois é essa conduta terrena construída aqui na terra que vivenciaremos lá no céu, onde não haverá desvios de conduta. No céu todos terão atitudes e modo de viver adequados à legitima postura que se deve ter diante de Deus. Se em vida não aperfeiçoarmos o bastante nosso modo de viver não o levaremos à eternidade.
A mutilação que o pecado causa na alma a deixa abalada e mais fraca diante da próxima situação de pecado. E isso se comprova quando analisamos o que acontece com um ladrão. Certamente por ocasião de sua primeira prática de roubo houve um grande embate. Um verdadeiro vaivém de aprovação-desaprovação de sua vontade para a realização do ato. Mas se ele já estiver praticando o delito pela centésima vez, o mesmo já está condicionado a praticá-lo sem grandes perturbações, e passa a agir como que “naturalmente”.
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