quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Os efeitos do pecado na alma da pessoa

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

O pecado atinge a alma de quem peca de tal forma que a deixa sem a devida condição para estar com Deus na eternidade. É que por mais leve que seja o pecado, a alma manchada por ele encontra-se impossibilitada de tomar posse da bem-aventurança na plenitude dos céus porque Deus é pureza plena, e, assim sendo, as almas, para estarem junto d'Ele, devem estar revestidas de tal pureza.

Sobre a pessoa que peca recaem: uma culpa e uma pena. A culpa pesa-lhe até que se arrependa e busque o sacramento da Confissão. A pena é uma imposição da justiça divina e deve ser cumprida como reparação pelo erro cometido.
Para entender melhor o dano causado pelo pecado em uma alma, podemos compará-lo a um risco de lápis em uma folha de papel branco. Ao se passar uma borracha, esta faz desaparecer a tinta do grafite, porém, se bem olharmos, permanece uma marca que teima em deformar o papel. A culpa seria como a tinta-grafite que é apagada pela borracha da confissão. A pena é como a marca do risco que permanece gravada mesmo após passada a borracha. Tal pena se paga efetivamente ao se cumprir a penitência atribuída pelo sacerdote.

Na prática é bem fácil entender. Vejamos: uma criança que desobedece ao pai, e que, por apenas um pedido de perdão, é prontamente perdoada pelo amor maior que seu pai tem por ela. Se não lhe for imposta uma pena para que se emende de sua falta, logo ela perceberá que vai poder infringir novamente qualquer regra paterna, pois lhe bastará um simples pedido de perdão para que o pai lhe tenha como antes. Essa pena que provém do amor do pai e de sua vontade em bem educá-la pode ser traduzida em castigos, realização de tarefas que lhes exercite as virtudes, ações que lhes façam condicionar-se à busca do bem, entre outras. De forma parecida, Deus provê para que nos emendemos de nossas faltas.
Ora, se o pecado causa uma desordem na pessoa, é preciso que essa pessoa se reordene para Deus antes que morra, pois seu modo de conduta de vida se perpetuará. É preciso que alinhemos nossa conduta ainda em vida, pois é essa conduta terrena construída aqui na terra que vivenciaremos lá no céu, onde não haverá desvios de conduta. No céu todos terão atitudes e modo de viver adequados à legitima postura que se deve ter diante de Deus. Se em vida não aperfeiçoarmos o bastante nosso modo de viver não o levaremos à eternidade.
A mutilação que o pecado causa na alma a deixa abalada e mais fraca diante da próxima situação de pecado. E isso se comprova quando analisamos o que acontece com um ladrão. Certamente por ocasião de sua primeira prática de roubo houve um grande embate. Um verdadeiro vaivém de aprovação-desaprovação de sua vontade para a realização do ato. Mas se ele já estiver praticando o delito pela centésima vez, o mesmo já está condicionado a praticá-lo sem grandes perturbações, e passa a agir como que “naturalmente”.

Um comentário:

  1. Nossa! Muito interessante esse texto, as vezes me questiono porque as pessoas teimam em dizer que a confissão de nada ale e que Deus é só misericórdia. O pecado nos cega de uma certa forma que não percebemos quando afundamos cada vez mais e teimamos em permanecer nele.
    Por tanto amigos, façamos nosso exame de consciência e rumo ao confessionário para ficarmos limpo dessa sujeira. HI!!!! não temos mais confessionários, agora são cadeiras de plástico.

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