quarta-feira, 21 de abril de 2010

Agonia das almas perdidas

Do livro "A Conversão do Poeta", de Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho 


Almas cercadas de lama.
Odores putrefadores.
Dores, piores horrores.
Só há ódio, não se ama.
 
Queimam sem se consumir.
Choram sem se consolar.
E põem-se a gritar.
Clamores pra quem ouvir?
 
Companhia do demônio.
Tormentos o tempo inteiro.
Não é nada passageiro,
não se acorda, não é sonho.
 
As trevas pra habitar.
Falta luz, mas vê-se o mal
que está em cada qual
das almas de tal lugar.
 
Tudo é aterrador.
Não sorriem, não há como.
Nem se alegram, não há como.
Só se vive imensa dor.
 
Pois abandonaram Deus.
Eis porque abandonadas.
Hoje são almas danadas,
justos destinos os seus.
 
E eu não disse tudo...

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