sexta-feira, 4 de junho de 2010

Deus castiga! Deus castiga, sim!


por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Infelizmente, é bem frequente nos dias atuais, muitas vozes se levantarem e propagarem a idéia contrária à doutrina católica de que Deus não castiga.

Deus castiga! Deus castiga sim!
Aliás, como os católicos de hoje precisam ouvir sermões que os façam lembrar exatamente isso: Deus castiga.

Quantas páginas da Bíblia teríamos que desmerecer se quiséssemos entender que Deus não castiga? O que foi o dilúvio, Sodoma e Gomorra e tantos outros episódios?
O que é o inferno, senão o castigo para os impenitentes finais?
E se Deus não castigasse, porque afastou o Demônio de sua presença ETERNAMENTE?
Cristo estaria blefando então, ao amedrontar-nos tantas vezes sobre a Geena, o lago de fogo, se ele não existisse?
Infelizmente não poucos católicos que já não acreditam no inferno, na perdição final.
Vem-nos então a questão se a interpretação da Igreja mudou?
Não. É impossível que a Igreja, os Santos Papas, os grandes doutores da Igreja tenham interpretado errado e pregado essa doutrina indevidamente por vinte séculos. E mesmo com punições temporais Deus está a punir-nos: "Eu repreendo e castigo a todos quanto amo." (Ap 3, 19)

Bem dizem ainda alguns dos mais velhos: "De nada tenho medo nesse mundo, somente dos castigos de Deus".

O Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã nos dá uma luz acerca dos benefícios dos castigos de Deus: "A dor imperfeita ou de atrição é aquela pela qual nos arrependemos de ter ofendido a Deus como nosso supremo Juiz, isto é, por temor dos castigos que
merecemos e nos esperam nesta ou na outra vida, ou pela própria fealdade do pecado."
(n. 711)

E rezamos no ato de contrição "pois ofendi a Vós, meu Sumo Bem, e mereci os castigos de vossa justiça..."
 
É certo, que o castigo de Deus não é um mal absoluto, porque Deus não pode querer o mal em si. Um pequeno aprofundamento em São Tomás de Aquino nos faz entender melhor. Veja o que diz na Summa, II-IIae, q. 19, a.1 : "Em verdade, de Deus pode-nos sobrevir o mal da pena [castigo], que não é mal absoluto, mas sim mal relativo e bem absoluto. Efetivamente, dado que o bem estabelece ordem para um fim e o mal consiste na privação desta ordem, é mal absoluto aquilo que exclui totalmente a ordem ao fim último, que é o mal da culpa. O mal da pena, ao contrário, é certamente um mal, enquanto nos priva de um bem particular; mas em absoluto é bem, porque está ordenado ao fim último."
O Catecismo Romano ainda explica:

"No intuito, porém, de remover a ignorância, ou de corrigir a maliciosa opinião daqueles que só admitem a ventura e o bem-estar como provas do amor de Deus para conosco, enquanto nos males e infortúnios com que Deus nos experimenta, só descobrem um sinal de hostilidade e total aversão da vontade divina contra nós, força é provar que o Senhor, quando nos toca com Sua mão "não o faz absolutamente por inimizade ''; mas que Ele fere para curar, e os golpes vindos de Deus são medicinais. Se castiga os pecadores, é para os regenerar, e, pela pena temporal, quer eximi-los da condenação eterna. Conquanto reprima com a vara as nossas maldades, e com açoites os nossos pecados, nem por isso nos subtrai a Sua misericórdia."

"[...]Devemos, pois, exortar os fiéis a que, nesses castigos, vejam o paternal amor de Deus para conosco, e que tenham sempre na boca e no coração aquelas palavras de Jó, modelo de paciência: "Ele próprio fere, e cura ao mesmo tempo. Ele dá o golpe, e Suas mãos aplicam o remédio".(Jó, 5, 18). Repitam também o que escreveu Jeremias em nome do povo de Israel: me castigastes, e eu me corrigi, à maneira do novilho que ainda não fora amansado. Convertei-me, e ficarei convertido, porque Vós sois o Senhor meu Deus". Tenham diante dos olhos o exemplo de Tobias que, na desgraça da cegueira, reconheceu a paternal mão de Deus que o feria, e por isso mesmo se pôs a exclamar: "Eu vos bendigo, Senhor Deus de Israel, por me terdes castigado, e por me terdes curado". (Tb 11, 17)
 
Mas como prova do de Deus: Devem antes consolar-se com o oráculo divino, que se encontra no Apocalipse: "Eu repreendo e castigo os a que tenho amor". Nutram confiança na recomendação do Apóstolo aos Hebreus: "Meu filho, não desprezes a
disciplina do Senhor, e não desanimes, quando Ele te repreender. Pois o Senhor castiga a quem Ele ama, e flagela todo filho que Lhe é querido... Se vos deixasse sem correção, seríeis bastardos, e não filhos legítimos... Se tivemos nossos pais por educadores corporais, e lhes prestávamos reverência, não havemos muito mais de obedecer ao Pai de nossas almas e assim conseguir a vida?"


Essa explicação simplesmente nos convence que Deus nos castiga por amor e para o nosso bem. Mas castiga!

3 comentários:

  1. É lamentavel quando um sacerdote usa a homilia para falar que Deus não Castiga. È o que acontece por nossas bandas aqui em Parnaiba-PI. Nossos sacerdotes por não estudarem mas a verdadeira doutrina da Igreja acaba caindo num sentimentalismo declarado.

    Rezamemos por nossos Sacerdotes!

    Pax Domini.

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  2. FOI O Q OUVI HJ NA HOMILIA: DEUS Ñ CASTIGA, DEUS É MISERICÓRDIA.........QUE TRISTE !!! Ñ TEMOS MAIS ENSINAMENTOS . OS CATÓLICOS ESTÃO A DERIVA. REZEMOS PELO SANTO PADRE , O DOCE CRISTO NA TERRA.

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  3. Amados irmãos,

    É lógico que Deus castiga, porque ele é justo e não deixa impune as pessoas más que não se arrependem. O link abaixo prova claramente que Deus castiga. Fiquem com Deus.

    http://www.ensinamentosdabiblia.com/2013/02/deus-castiga.html

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