segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O termo "Ignorância" nos textos doutrinários

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Coloquemos em relevo alguns aspectos acerca do termo "ignorância", quando utilizado em documentos do magistério. A sua aplicação em geral atribui severas e devidas conseqüências aos ditos ignorantes. Excetuando-se os textos que tratam especificamente da ignorância invencível, busque-se encontrar aqui o sentido ao qual o Magistério recorre ao utilizar o termo ignorância em seus escritos formais.
  1. Nas palavras do Santo Papa Pio X, os ignorantes padecem sua perpétua desgraça: "Afirmamos que a maior parte dos condenados às penas eternas padecem sua perpétua desgraça por ignorar os mistérios da fé que necessariamente se devem saber e crer para que alguém se conte entre os eleitos". (grifou-se).

  2. Na Instrução Fidei Donum, tem-se que as almas dos ignorantes têm uma sorte lastimável: "E, finalmente, entristeçam-se com a sorte lastimável de inúmeras almas; em especial dos jovens que, vítimas dos ateus de nossos tempos, crescem, tristemente mantidos na ignorância das coisas divinas". (grifou-se).

  3. O Papa João XXIII, afirma que a ignorância é a causa e a raiz de todos os males: "A causa e a raiz de todos os males que, por assim dizer, envenenam os indivíduos, os povos e as nações, e tantas vezes perturbam o espírito de muitos, está na ignorância da verdade" (grifou-se).

  4. Na Adiutricem Populi, encontra-se que se deve preservar da ignorância: "Fizemos observar que não última entre as vantagens do santo Rosário é fornecer ao cristão um meio prático e fácil para alimentar a sua fé e preservá-la da ignorância e do perigo do erro." (Grifou-se).

  5. Na Magnae Dei Matris, a constatação de que a ignorância é antes um perigo que um atenuante de culpa:

    E já por toda parte o campo do Senhor, como que talado por uma terrível peste, quase se asselvaja, pela ignorância da religião, pelo erro e pelos vícios. [...] Para preservar seus filhos deste gravíssimo perigo da ignorância, a Igreja não descura nenhum dos meios que a sua vigilância e a sua solicitude lhe sugerem (grifou-se).

  6. No Motu Proprio Boni Pastoris, o Papa faz exigências, não isentando aqueles que tentam em contrário, ainda que o faça por ignorância: 

    Isto declaramos e estabelecemos, decretando que a presente Carta seja sempre e permaneça firme, válida e eficaz; tenha sempre pleno efeito, e que agora e no futuro sirva plenamente a todos a quem isto interesse ou possa vir a interessar; que assim se deve legitimamente julgar e definir; e que a partir deste momento, deve considerar-se nulo e inválido tudo quanto, cientemente ou por ignorância, por qualquer pessoa e em virtude de qualquer autoridade, fosse tentado em contrário (grifou-se).

  7. Leitura análoga vê-se ao final da Divini Amoris Scientia, de João Paulo II :

    Tendo realizado isto no modo devido, estabelecemos que esta Carta Apostólica seja religiosamente acolhida e tenha pleno efeito, tanto agora como no futuro: além disso, seja considerado como julgado e definido legitimamente, e seja nulo e sem fundamento quanto de diverso a respeito disto possa ser atentado por alguém, qualquer que seja a autoridade, de modo consciente ou por ignorância (grifou-se).

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