segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ora, vamos! O concílio se enganou!




Em 1987, Dom Lefebvre já tinha, numa entrevista, reclamado que se esclarecessem as contradições, mesmo os erros [do concílio]. 

Perguntaram-lhe então: «[...] a única solução do "caso" Lefebvre que podeis aceitar parece ser uma desautorização pública do Vaticano II pelo Soberano Pontífice. Mas, pensa ver o Papa, numa manhã de Domingo, anunciar aos fiéis, na Praça de São Pedro que, depois de mais de vinte anos, concluiu-se que o concílio se enganou e que é necessário, pelo menos, anular dois decretos votados pela maioria dos Padres e aprovados pelo Papa?»

Ele respondeu: «Ora, vamos! Em Roma, saberiam muito bem encontrar uma modalidade mais discreta… O Papa poderia afirmar, com autoridade, que alguns textos do Vaticano II têm necessidade de serem melhor interpretados à luz da Tradição, de modo que é preciso mudar algumas frases, para os tornar mais conformes ao Magistério dos Papas precedentes. Seria necessário que se dissesse, claramente, que o erro não pode ser senão "tolerado", mas que não pode ter "direitos"; e que o Estado neutro no âmbito religioso não pode, nem deve, existir.»

Trecho do texto retirado de Fideliter, n° 194, Mar-Abr 2010, APUD Semper – revista da FSSPX de Portugal
Adaptado ao português do Brasil
Fonte: http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1208
 
 

2 comentários:

  1. Como o Papa Bento XVI se encontra numa situação muito dificil, mas ele tem que decidir. Rezemos pelo Papa, Salve a FSSPX.

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  2. A cada ano que passa, chego à conclusão de que Dom Lefebvre era, realmente, "o bispo de ferro"; porque ele suportou sozinho a tremenda pressão que se abateu sobre sua cabeça, a verdadeira tempestade desencadeada pelos modernistas do Concílio Vaticano II. Monsenhor Lefebvre, de saudosa e santa memória! Sigamos seu exemplo em meio à mais terrível crise que se abateu sobre a Igreja desde a sua criação pelo Cristo Salvador!

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