domingo, 11 de dezembro de 2011

Cânones do Concílio de Trento sobre o sacramento do Batismo


857. Cân. 1. Se alguém disser que o Batismo de S. João [Batista] teve a mesma eficácia que o Batismo de Cristo — seja excomungado.
858. Cân. 2. Se alguém disser que para o Batismo não é necessário [o uso de] água verdadeira e natural, e por este motivo torcer em uma metáfora aquelas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: Se alguém não renascer da água e do Espirito Santo (Jo 3, 5) — seja excomungado.
859. Cân. 3. Se alguém disser que na Igreja Romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, não reside a verdadeira doutrina acerca do sacramento do Batismo — seja excomungado.
860. Cân. 4. Se alguém disser que o Batismo, mesmo sendo conferido em nome do Padre e do Filho e do Espírito Santo, com a intenção de fazer o que faz a Igreja, mas por um herege, não é verdadeiro Batismo — seja excomungado.
861. Cân. 5. Se alguém disser que o Batismo é facultativo, isto é, não necessário para a salvação — seja excomungado.
862. Cân. 6. Se alguém disser que o batizado, mesmo que queira, não pode perder a graça, por mais que peque, a não ser que não queira crer — seja excomungado.
863. Cân. 7. Se alguém disser que os batizados estão obrigados pelo próprio Batismo à fé somente, não porém a observar também toda a lei de Cristo — seja excomungado.
864. Cân. 8. Se alguém disser que os batizados estão de tal modo livres e isentos dos preceitos da Santa Igreja, quer constem por escrito ou por tradição, que não estão obrigados a guardá-los, salvo se, por sua livre vontade, quiserem sujeitar-se a eles — seja excomungado.
865. Cân. 9. Se alguém disser que nos homens se deve revocar de tal modo a lembrança do Batismo recebido, que entendam serem nulos todos os votos feitos depois do Batismo, por força da promessa feita no mesmo, como se fossem em detrimento da fé que abraçaram e do mesmo Batismo — seja excomungado.
866. Cân. 10. Se alguém disser que todos os pecados cometidos depois do Batismo são perdoados ou se tornam veniais só pela recordação e fé no Batismo recebido — seja excomungado.
867. Cân. 11. Se alguém disser que o verdadeiro Batismo devidamente conferido deve ser repetido naquele que, tendo renegado a fé entre os infiéis, volta à penitência — seja excomungado.
868. Cân. 12. Se alguém disser que ninguém deve ser batizado senão na idade em que Cristo se deixou batizar, ou na hora da morte - seja excomungado.
869. Cân. 13. Se alguém disser que não se podem contar entre os fiéis as crianças, depois de terem recebido o Batismo, porque ainda não crêem realmente e por isso, quando chegarem aos anos de discrição, devem ser rebatizadas; ou que é melhor omitir o seu Batismo do que batizá-las somente na fé da Igreja, antes que possam crer por um ato de fé produzido por elas mesmas — seja excomungado.
870. Cân. 14. Se alguém disser que a estas crianças batizadas, quando crescerem, se lhes deve perguntar se querem ratificar o que os padrinhos prometeram em seu nome no Batismo; e [que], se responderem que não querem, deve-se deixá-las entregues ao seu próprio arbítrio, e que neste ínterim não se há de obrigá-las à vida cristã por meio de outro castigo senão afastando-as da recepção da Eucaristia e dos demais sacramentos até que se emendem — seja excomungado.

Fonte: Associação Cultural Montfort

domingo, 4 de dezembro de 2011

Com que idade deve a criança fazer a Primeira Comunhão? Responde-nos São Pio X

 
S. CONGREGAÇÃO DOS SACRAMENTOS
Decreto “Quam singulari”
 

1.    As paginas do Santo Evangelho manifestam às claras o singular amor que Jesus Cristo teve aos meninos, durante os dias da sua vida mortal. Eram suas delícias estar no meio deles; costumava impor-lhes as mãos, abraçava-os e abençoava-os. Levou a mal que os seus discípulos os apartassem dele, repreendendo-os com aquelas graves palavras: deixai que os meninos venham a mim, e não os proibais, pois deles é o Reino de Deus (Mc 10, 13. 14. 16). E quanto estimava a sua inocência e a candura de suas almas, bem o manifestou quando, chamando a um menino, disse a seus discípulos: Na verdade vos digo, se não vos fizerdes como meninos, não entrareis no reino dos céus. Todo aquele que se humilhar como este menino, este é o maior no reino dos céus: E aquele que receber um menino tal como estes em meu nome, a Mim é que recebe (Mt 18, 3. 4. 5).

 
      A disciplina da Igreja primitiva
 
2.    Tendo presente tudo isto, a Igreja Católica, logo desde seus princípios, curou de aproximar os pequeninos de Cristo, valendo-se da Comunhão Eucarística, que costumava administrar-lhes sendo ainda meninos de peito. Isto, como aparece prescrito em quase todos os Rituais antigos até o século XII, fazia-se no ato do Batismo, costume que em alguns sítios perseverou até tempos posteriores, e que ainda subsiste entre os gregos e os orientais. E para arredar o perigo de que os meninos de peito vomitassem o Pão consagrado, logo de princípio se generalizou o costume de administrar-lhes a Sagrada Eucaristia debaixo da espécie de vinho.
 
3.    E não só no ato do Batismo, mas também depois, e repetidas vezes, os meninos eram alimentados com esse divino manjar, pois foi costume de algumas igrejas dar a Comunhão aos meninos imediatamente depois de comungar o clero; e noutras partes, depois da Comunhão dos adultos, os meninos recebiam os fragmentos que sobravam.
 
4.    Este costume desapareceu mais tarde na Igreja latina, e os meninos não eram admitidos à sagrada Mesa enquanto o uso da razão não estivesse de algum modo desperto neles e pudessem ter alguma idéia do Augusto Sacramento. Esta nova disciplina, já aceita nalguns Sínodos particulares, foi confirmada com a sanção solene do IV Concilio ecumênico de Latrão no ano de 1215, no célebre cânon XXI, no qual aos fiéis, depois de atingirem a idade da razão, se prescreve a Confissão sacramental e a Sagrada Comunhão: “Todo e qualquer fiel de um e outro sexo, apenas chegar aos anos da discrição, confesse fielmente todos os seus pecados ao próprio sacerdote, ao menos uma vez no ano, e faça por cumprir a penitência imposta, recebendo com reverência ao menos na Páscoa o Sacramento da Eucaristia, a não ser que, por conselho do próprio sacerdote e por algum motivo razoável, haja de se abster desta Comunhão por algum tempo”.
 
5.    O Concilio de Trento (sessão XXI, de Communione, c. 4), sem de modo algum reprovar a antiga disciplina, que era administrar a Eucaristia às crianças antes da idade de razão, confirmou o decreto de Latrão, e anatematizou os partidários da opinião contrária: “Se alguém negar que os cristãos dos dois sexos, todos e cada um, chegados à idade de discrição, são obrigados a comungar a cada ano pelo menos na Páscoa, consoante o preceito da nossa Santa Madre Igreja, seja anátema” (Sess. XIII, De Eucharistia, c. d, cân. 9).
 
6.    Portanto, por força do decreto de Latrão mais acima citado e sempre em vigor, os fiéis, desde que tenham atingido a idade da discrição, são obrigados a aproximar-se, ao menos uma vez por ano, dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia.

 
Gravíssimos abusos
 
7.    Mas, na determinação desta idade da razão ou da discrição, introduziram-se com o decorrer do tempo numerosos e deploráveis abusos. Uns julgavam que podiam determinar-se duas idades distintas, uma para o Sacramento da Penitência, outro para receber a Eucaristia. Para a Penitência, segundo eles, idade da discrição devia significar aquela em que se pode distinguir o bem do mal, e portanto, pecar; mas para a Eucaristia exigiam uma idade mais adiantada, em que os meninos pudessem apresentar um conhecimento mais completo da Religião e uma disposição de espírito mais amadurecida e ponderada. E assim, consoante a variedade dos usos e das opiniões, a idade da Primeira Comunhão foi fixada aqui aos 10 ou 12 anos, acolá aos 14 ou mais ainda, proibindo-se às crianças e aos adolescentes de menos idade a Comunhão.
8.    Este costume que, sob o pretexto de acautelar o respeito devido ao Augusto Sacramento, afasta dele os fiéis, foi causa de males sem conta. Sucedia, de fato, que a inocência da criança, arrancada às carícias de Jesus Cristo, não se alimentava de nenhuma seiva interior; e – desastrada conseqüência! – a juventude, privada de socorro eficaz e cercada de laços, perdia a sua candura e resvalava no vício, antes de ter saboreado os Santos Mistérios. E ainda que se preparasse a Primeira Comunhão por uma formação mais séria e uma Confissão mais cuidada, o que aliás se não faz em toda parte, sempre é muito para deplorar a perda da inocência batismal, o que talvez se pudesse ter evitado, recebendo a Santa Eucaristia em idade mais tenra.
 
9.    Nem merece menor censura o costume existente em muitos lugares de não confessarem os meninos não admitidos à Sagrada Mesa, ou de não os absolver, com o que é muito fácil que permaneçam longo tempo em estado de pecado, com gravíssimo perigo para sua salvação.
 
10.      E o mais grave ainda é que em alguns lugares, aos meninos não admitidos à primeira Comunhão, nem mesmo em perigo de morte se lhes permite receber o Santo Viático e, se falecem, enterrados como crianças, não são ajudados pelos sufrágios da Igreja.
 
11.      Tais danos ocasionam os que se preocupam mais do que é justo em que à Primeira Comunhão antecedam preparações extraordinárias, não atentando que essas excessivas precauções são restos de erros dos jansenistas, que sustentavam que a Santíssima Eucaristia era prêmio, não medicina da fragilidade humana.
 
12.      Muito ao contrário pensara o Concilio de Trento, que ensina que ele é “o antídoto por meio do qual somos livres das culpas cotidianas e preservados dos pecados mortais” (Sess. XIII, de Eucharistia), doutrina que ainda há pouco foi instantaneamente inculcada pela Sagrada Congregação do Concilio no decreto publicado a 26 de dezembro de 1905, no qual a todos se recomenda a Comunhão cotidiana, quer sejam pessoas duma idade mais adiantada, quer de tenros anos, contanto que satisfaçam as duas condições: estado de graça e intenção reta da vontade.
 
13.      Nem se vê, na verdade, o motivo justo por que, distribuindo-se antigamente às crianças, ainda mesmo de peito, os restos das sagradas espécies, afora se exija uma preparação extraordinária das crianças que ainda se encontram na condição felicíssima da primeira candura e inocência e que muito carecem daquele alimento místico, em razão de tantas ciladas e perigos que as assediam nesta idade. Estes abusos vêm de não terem indicado bem qual seja a idade de discrição aqueles que marcam uma idade para a Penitencia, outra para a Comunhão. O Concilio de Latrão determina a mesma idade para ambos os sacramentos, identificando a obrigação de receber um e outro. Por conseguinte, assim como para a Confissão a idade da discrição é aquela que se pode distinguir o honesto do que o não é, o que se dá quando se adquire algum uso da razão, assim para Comunhão é aquela em que o pão eucarístico se pode distinguir do pão ordinário, o que se dá igualmente logo que se tem algum uso de razão.
 
14.      Assim se entenderam os principais intérpretes do Concilio de Latrão, bem como os que viveram naquela época. E da história da Igreja consta que muitos Sínodos e decretos episcopais, já desde o século XII, pouco depois do Concilio de Latrão, admitiam à Primeira Comunhão os meninos de sete anos. Temos disso uma testemunho da máxima autoridade nas palavras do Doutor de Aquino: “Quando os meninos começam a ter algum uso da razão, de maneira a poderem sentir devoção a este sacramento (a Eucaristia), então pode administrar-se-lhes o mesmo sacramento” (Sum. Theol. 3 par. Q. 80, a. 9, ad 3). Este texto é comentado por Ledesma nos seguintes termos: “Afirmo consoante o parecer unânime dos autores que a todos os que tiverem uso da razão, por muito cedo que o adquiram, se deve administrar a Eucaristia, embora o menino mal saiba o que faz” (In Tom. 3 p, q. 80, a. 9, Sub. 6). Vasquez explica assim a mesma passagem: “Apenas o menino atingir o uso da razão, está logo obrigado, por direito divino, de forma que nem a Igreja o pode de modo algum dispensar” (In 3 P. S. Thom. disp. 214, c. 4, nº 63). Tal é também a posição de S. Antonino, que escreveu: “Quando (o menino) for capaz de malícia, isto é, quando puder pecar mortalmente, está obrigado ao preceito da Confissão e por conseguinte ao da Comunhão” (P. III, tit. 14, c. 2, § 5). Para a mesma conclusão nos leva o Concilio Tridentino. Ao lembrar-nos na Sess. XXI, c. 4, que “os meninos antes do uso da razão nenhuma necessidade e nenhuma obrigação tem de comungar”, dá como única razão a de que não podem pecar, “visto que (diz o Concilio) nessa idade não podem perder a graça de filhos de Deus que receberam”. Donde se vê claramente que a idéia do Concilio é que os meninos só necessitam da Comunhão e estão a ela obrigados, quando pelo pecado podem perder a graça. E com estas palavras concordam as do Concilio Romano celebrado no Pontificado de Bento XIII, e que ensina que a obrigação de receber a Eucaristia começa “desde que os meninos e meninas chegarem à idade da discrição, isto é, à idade em que estão aptos para diferençar do pão comum e profano o alimento sacramental, que não é outro senão o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, e para se aproximarem da Mesa Eucarística com a devida piedade e devoção” (Istruzione per quei che debbono la prima volta ammetersi alla S. Communione. Append. XXX, p. 11). O Catecismo Romano, exprime-se por este teor: ”Em que idade se hão de dar aos meninos os sagrados mistérios, ninguém melhor o pode determinar do que o pai e o sacerdote, a quem eles confessam os seus pecados. A estes pertencem averiguar e saber dos meninos, se já adquiriram algum conhecimento deste admirável Sacramento e se tem gosto em o receber” (P. II, De Sacr. Euchar., nº 63).

 
          Conclusão forçosa e necessária
 
15.      De tudo isso se deduz que a idade de discrição para comungar é aquela em que o menino sabe distinguir o pão Eucarístico do pão comum e corporal para poder devotamente aproximar-se do altar. Portanto não se exige um conhecimento completo das verdades da Fé, pois basta só conhecer alguns elementos, isto é, ter alguns conhecimentos, nem se requer o uso perfeito e cabal da razão, pois basta um princípio, isto é, algum uso da razão. Conseguintemente, protelar para mais tarde a Comunhão, e determinar idade mais adiantada para a receber, é costume que de todo se deve reprovar, e a Sé Apostólica muitas vezes o condenou. E assim Pio IX, de feliz recordação, em carta do Cardeal Antonelli aos Bispos da França, datada de 12 de março de 1866, reprovou severamente a praxe introduzida em várias dioceses de diferir a Primeira Comunhão para idade prefixa mais adiantada. Da mesma sorte a Sagrada Congregação do Concilio, a 15 de março de 1851, corrigiu um capítulo do Concilio Provincial de Ruão, que proibia dar a Comunhão aos meninos antes dos doze anos. E também assim procedeu esta Sagrada Congregação da Disciplina dos Sacramentos na causa de Estrasburgo em 25 de março de 1910, na qual, perguntando-se se podiam ou não admitir-se à Sagrada Comunhão os meninos de doze e catorze anos, respondeu: “Os meninos e meninas, logo que chegarem aos anos da discrição, ou uso da razão, devem ser admitidos a sagrada Mesa”.

 
Normas a seguir
 
16.      O que tudo visto e seriamente ponderado, esta Sagrada Congregação da disciplina dos Sacramentos, reunida em assembléia geral em 15 de julho de 1910, para acabar de todo com os mencionados abusos, e para que os meninos desde a mais tenra idade se abracem com Jesus Cristo e vivam da sua vida n’Ele encontrem preservação contra os perigos da corrupção, julgou oportuno estabelecer a seguinte norma para ser seguida em toda parte acerca da Primeira Comunhão:
 
I.    A idade da discrição para a Comunhão é aquela em que o menino começa a raciocinar, isto é, pelos sete anos mais ou menos. Então começa a obrigação de satisfazer a ambos os preceitos da Confissão e Comunhão.
 
II.     Para a primeira Confissão e primeira Comunhão não é necessário um pleno e perfeito conhecimento da Doutrina cristã. O menino irá depois gradualmente aprendendo todo o Catecismo segundo a sua inteligência.
 
III.          O conhecimento da religião que se requer no menino para a primeira Comunhão é que, segundo o seu desenvolvimento, perceba os mistérios da fé necessários por necessidade de meios (necessitate medii) e distinga o pão eucarístico do pão comum e corpóreo, de sorte que se aproxime da Eucaristia com a devoção própria da sua idade.
 
IV.     A obrigação do preceito da Confissão e Comunhão que onera o menino recai principalmente sobre aqueles que o tem ao seu cuidado, isto é, os pais, o confessor, os mestres e o pároco. Aos pais, porém, ou aos que fazem as suas vezes, e ao confessor, é que pertence admitir um menino à primeira Comunhão.
 
V.  Uma vez ou mais no ano, cuidem os párocos de fazer alguma Comunhão geral de meninos, chamando a ela não só as crianças que comungam de novo, mas também aquelas que já comungaram pela primeira vez por consentimento dos pais e do confessor, como dissemos. Para umas e outras haja alguns dias de instrução e preparação.
 
VI.     Os que têm a seu cuidado as crianças devem fazer com que depois da primeira Comunhão se cheguem muitas vezes à sagrada Mesa, e, se possível for, todos os dias, conforme o desejo de Jesus Cristo e da Igreja, e que o façam com a devoção própria da sua idade. Lembrem-se aqueles, a quem pertence, do gravíssimo dever que tem de providenciar para que as catequeses públicas assistam os meninos, ou ao menos provejam de algum modo à sua formação religiosa.
 
VII. O costume de não admitir à Confissão, e não absolver os meninos que chegarem ao uso da razão, é absolutamente reprovado. Por isso os Ordinários dos lugares cuidem de o extirpar, empregando até os remédios do Direito.
 
VIII.   É inteiramente detestável o abuso de não administrar o Viático e a Extrema-Unção aos meninos que chegaram ao uso da razão, e de sepultá-los à maneira das crianças. Os Ordinários dos lugares castiguem severamente aqueles que disso se não emendarem.

 
   Conclusão
 
17.     O Nosso Santíssimo Senhor e Papa Pio X, em audiência de 7 do corrente mês, aprovou todas as sobreditas resoluções dos Emos. Cardeais desta Sagrada Congregação, e ordenou que se publicasse e promulgasse o presente Decreto. A todos e a cada um dos Ordinários mandou que dessem conhecimento do mesmo decreto não só aos párocos e clero, mas também ao povo, a quem Sua Santidade quer que seja lido em língua vernácula todos os anos, pelo tempo da desobriga. Os mesmos Ordinários no fim de cada período de cinco anos juntamente com o relatório dos outros negócios da diocese, deverão dar conta da observância do presente Decreto.
 
Não obstam quaisquer disposições em contrário.
 
Dado em Roma no palácio da mesma Sagrada Congregação a 8 de agosto de 1910.
 
  O. Cardeal D. Ferrata, Prefeito.
 
                                I. Giustini, Secretário.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O tudo que Deus quis e fez, e seu domínio sobre a criação

                  
 por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Uma única e verdadeira fonte é o ponto inicial de todas as coisas existentes, seja matéria, seja espírito. Não existem duas ou mais fontes criadoras. Apenas Deus está no princípio de toda criação. Confirma-nos o evangelho de São João: "Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada foi feito".(Jo 1, 3). Ele criou sozinho todas as coisas e só Ele pode dar a conhecer a essência verdadeira de todas as coisas existentes. 

Sendo onipotente e Senhor de tudo, Deus tem pleno domínio sobre toda a sua criação.  Cada ser vivo, cada ação da natureza está na iminência de sua intervenção, basta que Ele queira intervir. Por seu desígnio, Deus não interfere diretamente em tudo, em todos, a todo instante. Ele criou um universo orgânico e sistemático, sujeito a leis também por Ele criadas. Muitos não aceitam, por exemplo, a ocorrência de catástrofes da natureza em um mundo que se diz estar sob o olhar e a onipotência de um Deus benigno e Todo-Poderoso. Essas pessoas esquecem que as leis físicas da natureza e a ação do tempo, por si mesmos, apenas rebatem atos humanos que atentam contra a ordem disposta por Deus no universo inteiro. Tais atos se tornam a causa da ocorrência de tantos males.

Na carta aos Hebreus encontramos que "Pela fé, sabemos que a Palavra de Deus formou os mundos; foi assim que aquilo que vemos originou-se de coisas invisíveis"(Hb11, 3). E na carta a Tiago, temos: “Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas”(Tg1, 18). Deus tudo quis e tudo fez conforme sua vontade. A narração da criação no livro do Gênesis expressa magnificamente esse desejo de Deus e a perfeita ordem da criação. 

Tudo que foi projetado por Deus, foi manifesto. Nada que ele queria deixou de ser feito. 

Grande sabedoria ouvimos da Igreja por ocasião do Concílio Vaticano I:

“A santa Igreja católica apostólica crê e confessa que há um só Deus verdadeiro e vivo, criador e Senhor do céu e da terra, onipotente, eterno, incomensurável, incompreensível, infinito em intelecto, vontade e toda perfeição; o qual sendo uma substância espiritual una e singular, inteiramente simples e imutável, deve ser pregado como real e essencialmente distinto do mundo, beatíssimo em si e por si mesmo, e inefavelmente elevado acima de tudo o que fora dele existe ou se possa conceber.

Este único e verdadeiro Deus, por sua vontade e ‘força onipotente’, não para aumentar sua beatitude ou para adquiri-la, mas a fim de manifestar a sua perfeição pelos bens que prodigaliza às criaturas, por libérrimo desígnio ‘criou simultaneamente desde o início do tempo, do nada, ambas as criaturas: a espiritual e a corporal, isto é, angelical e mundana; e em seguida a humana, de algum modo comum a ambas, constituída de espírito e corpo” (IV Concílio de Latrão).

Assim também nos fala a Constituição Dei Filius:

“Ora, tudo o que criou, Deus o conserva e governa com sua providência, ‘alcançando com força de uma extremidade a outra e dispondo com suavidade todas as coisas’. Pois ‘tudo está nu e descoberto aos seus olhos’, mesmo o que há de acontecer por livre ação das criaturas.”

Deus, em sua eternidade, e por desígnio próprio, quis manifestar a sua perfeição.

 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Você reza? Faz orações a Deus? Por que não faz?

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho
 
Imagino que inexista alguém em sanidade que pense ser o criador do mundo. Ora, se não é o criador, então é criatura. E a lei natural nos evoca o entendimento de que toda criatura tem deveres para com seu criador.

Todo homem, dotado que é de inteligência, liberdade e vontade, deve reconhecer que sua existência é resultado unicamente da benevolência e desígnio divinos.

Uma criatura não tem, absolutamente, a capacidade para proclamar sua autonomia ante o Criador. Deve, então, reconhecer-se dependente de Deus. Em tudo.

Assim como uma criança, em suas limitações e incapacidades, recorre ao pai para que lhe aceda os desejos, também qualquer ser humano, limitado e incapaz em sua individualidade, deve recorrer a Deus. E isso se dá pela oração.

Os santos, chamados assim pela Igreja por serem exemplos de vida a serem seguidos, exerceram magnificamente essa dependência filial para com Deus, numa verdadeira vida de oração que lhes conduzia à repulsa ao pecado.

A vida devotada na oração traduz uma fiel imagem de um diálogo íntimo, verdadeiro e constante com Deus. Aos santos isso se dá em elevadíssima proporção. Orar passa a ser algo vital. Santa Faustina expôs em seu diário o lugar que a oração deve ocupar na vida do cristão:

“É pela oração que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar. Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda a graça provém da oração”.[1]

Santo Afonso de Ligório resume em poucas palavras, dizendo que “sem oração não há vitória”.[2]

Nada tão necessário para os homens que buscam a santidade que imitar os santos nas atitudes de repulsa ao pecado. Que grandeza de alma atingirá aquele que, como São Domingos Sávio[3], adotar como lema de vida “Antes morrer do que pecar”. Utopia aos olhos de tantos, tal ideologia de vida arde como brasa nos ouvidos de quem relativiza os preceitos que devem ser cumpridos para se chegar à salvação.

São Jerônimo desvela a ilusão do pecador quando diz que “nada há mais infeliz do que a felicidade dos que pecam![4]. E São João Maria Vianney alerta como age o demônio: “O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado e as que estão em estado de graça. As outras são dele, ele não precisa tentá-las”[5].



................................................................................

[1] FAUSTINA, Santa. apud SILVA, Vagner C. da.  A importância da Oração e Meditação.  Disponível em  http://www.voltaparacasa.com.br/a_importancia_da_oracao_e_meditacao.htm

[2] LIGÓRIO. Santo Afonso de. In: AQUINO, Filipe Rinaldo Queiros de. Na escola dos santos doutores. 6. ed. Lorena: Cléofas, 2008, p.169.

[3] Cf. AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. apud Sede Santos, porque eu sou Santo. Disponível em: virtual/texto.php?doc=ESPIRITUALIDADE&id=esp0182 >.

[4] JERÔNIMO, Santo. apud ANDRÉ, Daniel. Alegria da Cidade dos Homens. Disponível em: <http://advhaereses.blogspot.com/2009/02/o-carnaval-e-religiao-da-cidade.html>.

[5] VIANNEY, S. J. BATISTA MARIE. Homilia sobre o Evangelho do I Domingo da Quaresma. In: MONNIN, A. Cura d´Ars. Campos: Ontem Hoje Sempre, [s.a], p. 97. 

Clique e COMENTE

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O sentido, pelo qual, a Igreja entende o dogma Fora da Igreja Não Há Salvação

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Em meados do século passado, diante da postura do padre jesuíta Leonard Feeney acerca do dogma Fora da Igreja Não Há Salvação, o Santo Ofício escreveu uma carta ao Cardeal Cushing, de Boston, que continha algumas sentenças de cunho explicativo para tal doutrina. Extraímos o seguinte parágrafo do texto da carta:

“Entre as verdades de fé que a Igreja sempre proclamou e jamais deixará de proclamar está aquela proposição infalível que nos ensina: ‘Fora da Igreja não há salvação’. Mas este dogma deve ser entendido no sentido em que o entende a Igreja, porque nosso salvador não deixou o Depósito da Fé ao sabor de interpretações particulares, mas ao critério do Magistério da Igreja”1.   (Grifou-se) 

Acerca desse excerto, convém lembrar aquilo que o Concílio Vaticano I já declarara através da Constituição Dei Fillius, quando alerta que “sempre se deve manter aquele sentido dos sagrados dogmas que a santa mãe Igreja uma vez declarou, e jamais, nem a título de uma inteligência mais elevada, é permitido afastar-se deste sentido”2.  

Concluindo:

Eis, portanto, que “o sentido em que a Igreja o entende” é o mesmo sentido que ela uma vez declarou, e que do qual afirma não ser permitido afastar-se.
...................
1. SANTO OFÍCIO. Carta ao Cardeal Cushing. In: COLLANTES, Justo. A fé católica: Documentos do Magistério da Igreja. Rio de Janeiro: Edições Lumen Christi, 2003, p. 522-523.
2. CONCÍLIO VATICANO I. Constituição Dei Fillius, cap. IV. In: DENZINGER- HÜNERMANN. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral. Trad. José Marino. São Paulo: Loyola, 2007, n. 3020, p. 649.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Sacrifício de Cristo aqui. Aqui na minha terra.


Entre as coisas que disse Cristo:
Está a ordem:  “Fazei isto!
Fazei em memória de mim.”

E Pio disse : “Fazei assim
como publicado por mim.
Fazei sempre, até o fim”.

E “em memória de mim”, se fez
Mais uma vez, mais de uma vez.
Perto de nós, perto da foz.
Da foz do Velho Monge.
Um não velho monge
Veio de longe, muito longe.
Cruzou o ar e subiu a serra
Em um tempo muito difícil
Pra celebrar tal Sacrifício
Aqui! Aqui! Na minha terra.

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DETESTAÇÃO DOS PECADOS – Coletânea de citações do Catecismo Romano


Consiste a penitência interior em converter-nos a Deus de todo o coração; em aborrecer e odiar os pecados cometidos; em firmar-nos no determinado propósito de mudar de vida e corrigir os maus costumes: mas tudo isso na esperança de conseguirmos perdão da misericórdia divina. A esta penitência se associa, quase como companheira da detestação dos pecados, uma certa dor e tristeza, uma perturbação sensível a que muitos dão o nome de paixão.
...
Dela formularam os Padres do Concilio de Trento a seguinte definição; "Contrição é uma dor da alma, e uma detestação do pecado cometido, com o firme propósito de não tornar a pecar".
...
Através desta definição, os fiéis hão de reconhecer que a essência da contrição não consiste apenas em deixar alguém de pecar, ou em decidir uma mudança de vida, ou até em começá-la
realmente; mas, antes de tudo, em odiar e detestar os erros da vida passada.
...
Já que definimos a contrição como uma dor, cumpre advertir os fiéis não suponham que sejauma dor perceptível aos sentidos corporais. Pois a contrição é um ato da vontade. Santo Agostinho explicava que a dor (sensível) é uma companheira da penitência, mas não é a própria penitencia.

Todavia, os Padres do Concílio usaram da expressão "dor", para designar a detestação e o ódio do pecado, Já porque assim lhe chamam as Sagradas Escrituras - por exemplo, nas palavras de David: "Até quando nutrirei dúvidas em minha alma, e dor em meu coração, durante o dia inteiro?''; já porque, da própria contrição, nasce uma dor na parte inferior da alma, sede da concupiscência.

Havia, pois, cabimento em se definir como dor a contrição, porque esta causa dor realmente.

Há muita propriedade em chamar contrição a detestação dos pecados, de que estamos tratando, porque o termo exprime, perfeitamente, a ação violenta dessa dor.
A força do arrependimento deve contundir e triturar os nossos corações, que a soberba deixou empedernidos. Por isso, a nenhuma outra dor se aplica essa designação, nem à dor que sentimos pela morte de pais ou filhos, ou por qualquer outra desgraça. E' um termo privativo, para exprimir a dor que nos empolga, quando perdemos a graça de Deus e a inocência da alma. Sem embargo, existem ainda outras expressões para designar a detestação dos pecados. Chama-se também contrição do coração. Os Santos Padres chamavam-lhe também compunção do coração, e gostavam desse termo, 'para intitular as obras que escreveram sobre a penitência. Pois, do mesmo modo que se cortam os tumores com um ferro, para que possa vazar o pus acumulada: assim também se cortam os corações com o escalpelo da contrição, para que possam eliminar o veneno mortal do pecado. Por essa mesma semelhança, o Profeta Joel considera a contrição como o ato de rasgar o coração: "Convertei-vos a Mim, de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas, com lamentos. E rasgai os vossos corações".
...
A dor pelos pecados deve ser suma e máxima, de maneira que se não possa conceber outra maior.
...
Se devemos amar a Deus sobre todas as coisas, devemos pela mesma razão detestar, acima de tudo, o que nos traz inimizade com Deus.
...
Demais, se Deus é o maior bem, entre todas as coisas dignas de serem amadas, o pecado é o maior mal entre todas as coisas que o homem deve odiar. Portanto, pela mesma razão que nos leva a reconhecer, em Deus, o objeto de um amor absoluto e soberano, devemos também tomar-nos de um ódio inexcedível contra o pecado.
...
Como, no sentir de São Bernardo, a caridade não comporta limites, porque a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida, assim também não se pode por limites à detestação do pecado.
...
Há pessoas que pela morte dos filhos experimentam uma dor mais sensível, do que pela torpeza do pecado. Aplique-se o mesmo princípio, quando as lágrimas não acompanham a veemência da contrição. Sem embargo, são elas desejáveis e muito recomendáveis conforme o declaram as incisivas palavras de Santo Agostinho: "Não tens entranhas de caridade cristã, se choras um corpo de que a alma se separou, e não choras uma alma da qual Deus se apartou ...
...
Deus não faz delongas em nos dar o perdão, e com amor paternal acolhe o pecador, desde que este caia em e se converta ao Senhor, detestando em geral todos os seus pecados, com a intenção de recordá-los mais tarde, na medida do possível, para detestar cada um deles em particular.
...
Antes de tudo, peça também os auxílios da divina graça, para não recair nos mesmas pecados, que tanto lhe pesa haver cometido..
...
Só com o receio de agravar em alguma coisa a majestade de Deus, largamos então definitivamente o hábito de pecar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A vontade de Deus explicada pelos santos


- A vontade de Deus é a origem de todas as coisas. SANTO AGOSTINHO
- Deus é como o médico: não atende aos desejos do doente; atende apenas às exigências de sua saúde. SANTO AGOSTINHO
- Senhor, dá-me forças para executar aquilo que ordenas. Depois ordenas o que quiseres. SANTO AGOSTINHO
- Quando fazemos a vontade de Deus, faz-se a vontade de Deus em nós. SANTO AGOSTINHO
- Se num piso nivelado pões um tronco torto, ele não se encaixa, não se adapta. A vontade de Deus é reta; a tua, torta. Parece-te fora a de Deus porque não podes encaixar-te nela? Endireita a tua, não queiras entortar a Dele. Queres que haja união? Corrige-te. SANTO AGOSTINHO
- Se estivermos unidos à vontade divina em todas as tribulações, é certo, vamos nos tornar santos e seremos os mais felizes do mundo. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- O verdadeiro amor consiste em nos conformarmos em tudo, com a vontade de Deus, em renunciar a nós mesmos e em preferir o que mais agrada a Deus, somente porque ele o merece. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- A santidade consiste: primeiro, numa verdadeira renúncia de si mesmo; segundo, numa total mortificação das próprias paixões; terceiro, numa perfeita conformidade com a vontade de Deus. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- É no sofrer e no abraçar com alegria as coisas desagradáveis e contrárias ao nosso amor próprio que se conhece quem ama de verdade a Jesus Cristo. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Não podemos ter maior garantia de agradarmos a Deus, do que aceitando de boa vontade as cruzes mandadas por Ele. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Não só devemos receber com resignação as provações vindas diretamente de Deus, tais como as doenças, a nossa limitação, a perda acidental de alguma coisa, mas também tudo o que nos vem indiretamente de Deus e diretamente dos homens: as perseguições, os roubos, as injúrias. Na verdade, tudo nos vem de Deus. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- As almas fortes e desejosas de pertencer só a Deus não lhe pedem senão luz para discernir a sua vontade e força para a cumprir perfeitamente. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Os santos consideram como presentes as doenças e as dores que Deus lhes manda. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Todos os sofrimentos vêm das mãos de Deus, diretamente ou indiretamente através dos homens. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Quem se une à vontade de Deus, vive e se salva; quem dela se separa, morre e se perde. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Todas as obras divinas têm o selo da cruz. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Senhor! Eu nem desejo sarar nem permanecer doente. Somente quero o que vós quereis. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Ó vontade de meu Deus, toda santa, toda amável, quero abraçar-vos.  SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- A vontade própria é a ruína das virtudes, a fonte de todos os males, a única porta do pecado e da imperfeição, arma favorita do tentador contra os religiosos, o carrasco de seu escravos, o inferno antecipado. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Devemos rezar para saber o que Deus quer de nós e lhe pedir sua ajuda para cumprir a sua vontade. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Podemos ter a gloria do martírio sem derramar o nosso sangue, com a simples aceitação heróica da vontade de Deus. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Nisso consiste tudo o que precisamos fazer para sermos santos: renunciar a nós mesmos e não seguir nossa vontade própria. SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
- Venham de onde vierem as adversidades são instrumentos Meus que fazem meus servidores padecerem no corpo; perseguidos pelo mundo nada sofrem no espírito. Identificaram-se com a minha vontade e até se alegram em tolerar males por mim. SANTA CATARINA DE SENA – Diálogo
- O homem conformado à minha vontade é desapegado de si mesmo, vence o mundo, o demônio e a carne; ao chegar o momento da morte, seu falecimento acontece na paz. SANTA CATARINA DE SENA – Diálogo
- O estado de união consiste na transformação total da vontade humana na divina, de modo que nela nada haja de contrário a essa vontade, mas seja sempre movida, em tudo, pela vontade de Deus. Por isso dizemos que, nesse estado, as duas vontades formam uma só – a de Deus. SÃO JOÃO DA CRUZ
- Mesmo que realizes muitas coisas, não progredirás na perfeição, se não aprenderes a negar a tua vontade e a sujeitar-te, deixando a preocupação de ti próprio e das tuas coisas. SÃO JOÃO DA CRUZ
- Ainda que estejas no sofrimento, não queiras fazer a tua vontade, pois terás assim o dobro do sofrimento. SÃO JOÃO DA CRUZ
- É atrevimento muito grande querer eu escolher caminho pra mim. O mais seguro é não querer senão o que Deus quer. SANTA TERESA D’ÁVILA
- Não é uma boa oração apegar-se somente à vontade de Deus? SÃO FRANCISCO DE SALES
- Cada um de nós tem suas próprias opiniões e isso não se opõe à virtude. O que se opõe à virtude é o apego que temos às nossas opiniões. SÃO FRANCISCO DE SALES
- Desde que dirijamos o olhar para Deus, não devemos nos perturbar. Quer tudo revire para o ar, não digo somente em redor de nós, mas em nós, isto é, quer nossa alma esteja triste, alegre, mansa, em amargura, em paz, perturbada, iluminada, em trevas, entusiasta, enfadada, árida, terna; quer o sol a queime ou o orvalho a refresque, faz-se necessário que o extremo do nosso coração, nosso espírito, nossa vontade se volte incessantemente para o amor de Deus. SÃO FRANCISCO DE SALES.
- O que glorifica a Deus não são as nossas obras, mas a nossa resignação e conformidade na nossa vontade com a do Senhor. – SANTO AFONSO DE LIGÓRIO


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ensinamentos dos santos sobre a Providência Divina


- O homem perfeito sabe que nada acontece sem Eu querer, sem o mistério, sem Minha providência. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)

- Minha providência trata-vos conforme a maneira com que nela acreditais. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)

- Apenas quero pessoas  que, com discernimento, batam à porta da Minha misericórdia sem duvidar, na certeza de que providencio. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)

- Ó filha, enamora-te da Minha providência. (Diálogo com Santa Catarina de Sena)

- A Providência Divina jamais falta ao homem em nada, sob a condição de que ele a aceite. Somente estará ausente para os que se desesperam ou confiam em si mesmos. SANTA CATARINA DE SENA

- De todas as coisas cuida minha providência, desde as menores até as maiores. SANTA CATARINA DE SENA

- Mais do que nunca compreendo que os menores acontecimentos de nossa vida são guiados por Deus. SANTA TERESA D’ÁVILA

- Jamais cometamos o desatino de confiar em nós mesmos. SANTA TERESA D’ÁVILA

- Deus está presente a todos os nossos atos. SANTA TERESA D’ÁVILA

- Tomemos como nossos os interesses divinos. Por sua vez Ele cuidará dos nossos interesses. SANTA TERESA D’ÁVILA

- Os penhores e sinais com que a alma é favorecida são necessários para aguentar as provações que a esperam. SANTA TERESA D’ÁVILA

- A Providência Divina só demora o seu socorro para provocar nossa confiança. SÃO FRANCISCO DE SALES

- É impossível que a Providência Divina se engane. Impossível também que sua vontade e suas ordens sejam ignoradas. SÃO TOMÁS DE AQUINO

- A Divina Providência tudo dirige e, o que consideras como um mal, é remédio. SÃO JERÔNIMO

domingo, 28 de agosto de 2011

Oração de Santo Agostinho



Senhor Jesus, que me conheça a mim e te conheça a Ti,
Que não deseje outra coisa senão a Ti.
Que me odeie a mim e te ame a Ti.
E que tudo o faça sempre por Ti.
Que me humilhe e que te exalte a Ti.
Que não pense nada mais senão em Ti.
Que me mortifique, para viver em Ti.
E que aceite tudo como vindo de Ti.
Que renuncie ao que é meu e te siga só a Ti.
Que sempre escolha seguir-te a Ti.
Que fuja de mim e me refugie em Ti.
E que mereça ser protegido por Ti.
Que me tema a mim e tema ofender-te a Ti.
Que seja contado entre os escolhidos por Ti.
Que desconfie de mim e ponha toda minha confiança em Ti.
E que obedeça aos outros por amor a Ti.
Que a nada dê importância senão só a Ti.
Que queira ser pobre por amor a Ti.
Olha-me, para que só te ame a Ti.
Chama-me, para que só te procure a Ti.
E concede-me a graça de gozar sempre de Ti.
Amém.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...