quarta-feira, 25 de maio de 2011

Entendendo o que é a Santa Missa


Por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho
 
A Santa Missa é a renovação do sacrifício de Jesus Cristo de forma incruenta, sem derramamento de sangue. É o mesmo momento do Calvário tornado presente no altar, sendo revivido, misticamente.

 
Tentemos traduzir didaticamente o que nos é possível em mais fáceis palavras aos que não lidam com a teologia. Tentemos:


O catolicismo traz em seu legado que o momento mais importante da história, em todos os tempos, foi aquele em que Jesus Cristo se deu na cruz para a remissão da humanidade. Esse ato de amor infinito era necessário para a satisfação da Justiça Divina em virtude do pecado do homem.


Ora, por desígnio do próprio Deus Filho, quis Ele que tal momento fosse perpetuado, para que pudesse ser vivido por todas as gerações posteriores, vivido e revivido por todos que habitam todo o orbe da terra.


O documento do Magistério da Igreja Católica que mais efusivamente define a Santa Missa é o DECRETO SOBRE A SANTA MISSA, do Concílio de Trento quando, em 17 de setembro de 1562, expôs a doutrina sobre o santíssimo Sacrifício da Missa:


“[...] na última ceia, na noite em que ia ser entregue, querendo deixar à Igreja, sua amada Esposa, como pede a natureza humana, um sacrifício visível que representasse o sacrifício cruento a realizar uma só vez na Cruz, e para que a sua memória durasse até a consumação dos séculos e a sua salutar virtude fosse aplicada para remissão dos nossos pecados quotidianos, declarando-se sacerdote perpétuo segundo a ordem de Melquisedec (Sl 109, 4), ofereceu a Deus Pai o seu corpo e sangue sob as espécies do pão e do vinho e, sob as mesmas espécies, entregou Corpo e Sangue aos Apóstolos que então constituiu sacerdotes do Novo Testamento para que o recebessem, mandando-lhes, e aos sucessores deles no sacerdócio, que fizessem a mesma oblação: Fazei isto em memória, de mim (Lc 22, 19; l Cor 11, 24), como a Igreja Católica sempre entendeu e ensinou [cân. 2].
[...] neste divino sacrifício, que se realiza na Missa, se encerra e é sacrificado incruentamente aquele mesmo Cristo que uma só vez cruentamente no altar da cruz se ofereceu a si mesmo.” (CONCÍLIO DE TRENTO. Sessão XXII: Doutrina sobre o Santíssimo Sacrifício da Missa, n. 938-940.)

Esta é a essência da Santa Missa, um sacrifício: o único sacrifício de Cristo na cruz sendo revivido.
 
Note-se que Cristo:
1º - antecipou o momento do seu sacrifício por ocasião da última ceia – que se configurou como sendo a primeira Missa;
2º - viveu tal momento de forma cruenta no calvário, e;
3º - mandou que o fosse feito posteriormente.

Dessa forma se caracteriza o milagre da perpetuação de um momento. É esse o ensino tradicional da Igreja Católica.

 

2 comentários:

  1. "Esta é a essência da Santa Missa, um sacrifício: o único sacrifício de Cristo na cruz sendo revivido."
    Perdoe a dúvida, não estou bem seguro acerca do termo "revivido". "Tornado presente" me parece mais adequado, visto que é o mesmo único e perpétuo sacrifício.
    No mais, congratulações pelo site e pelas mensagens.
    Deus vos abençoe.
    Fernando
    In Hoc Signo Vincci

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  2. Caro Fernando,

    Em minha construção frasal utilizei tal termo exatamente pelo motivo de que, podendo ser tornado presente em cada Santa Missa, é que o sacrifício de Cristo pode ser revivido. Mas, após sua observação, acabei por incluir o termo "tornado presente" no texto para afastar a errônea interpretação modernista da Santa Missa que “revive” tal momento apenas narrando-o novamente.
    Retribuo as congratulações.
    Claudiomar

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