quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O sentido, pelo qual, a Igreja entende o dogma Fora da Igreja Não Há Salvação

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Em meados do século passado, diante da postura do padre jesuíta Leonard Feeney acerca do dogma Fora da Igreja Não Há Salvação, o Santo Ofício escreveu uma carta ao Cardeal Cushing, de Boston, que continha algumas sentenças de cunho explicativo para tal doutrina. Extraímos o seguinte parágrafo do texto da carta:

“Entre as verdades de fé que a Igreja sempre proclamou e jamais deixará de proclamar está aquela proposição infalível que nos ensina: ‘Fora da Igreja não há salvação’. Mas este dogma deve ser entendido no sentido em que o entende a Igreja, porque nosso salvador não deixou o Depósito da Fé ao sabor de interpretações particulares, mas ao critério do Magistério da Igreja”1.   (Grifou-se) 

Acerca desse excerto, convém lembrar aquilo que o Concílio Vaticano I já declarara através da Constituição Dei Fillius, quando alerta que “sempre se deve manter aquele sentido dos sagrados dogmas que a santa mãe Igreja uma vez declarou, e jamais, nem a título de uma inteligência mais elevada, é permitido afastar-se deste sentido”2.  

Concluindo:

Eis, portanto, que “o sentido em que a Igreja o entende” é o mesmo sentido que ela uma vez declarou, e que do qual afirma não ser permitido afastar-se.
...................
1. SANTO OFÍCIO. Carta ao Cardeal Cushing. In: COLLANTES, Justo. A fé católica: Documentos do Magistério da Igreja. Rio de Janeiro: Edições Lumen Christi, 2003, p. 522-523.
2. CONCÍLIO VATICANO I. Constituição Dei Fillius, cap. IV. In: DENZINGER- HÜNERMANN. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral. Trad. José Marino. São Paulo: Loyola, 2007, n. 3020, p. 649.

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