sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Você reza? Faz orações a Deus? Por que não faz?

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho
 
Imagino que inexista alguém em sanidade que pense ser o criador do mundo. Ora, se não é o criador, então é criatura. E a lei natural nos evoca o entendimento de que toda criatura tem deveres para com seu criador.

Todo homem, dotado que é de inteligência, liberdade e vontade, deve reconhecer que sua existência é resultado unicamente da benevolência e desígnio divinos.

Uma criatura não tem, absolutamente, a capacidade para proclamar sua autonomia ante o Criador. Deve, então, reconhecer-se dependente de Deus. Em tudo.

Assim como uma criança, em suas limitações e incapacidades, recorre ao pai para que lhe aceda os desejos, também qualquer ser humano, limitado e incapaz em sua individualidade, deve recorrer a Deus. E isso se dá pela oração.

Os santos, chamados assim pela Igreja por serem exemplos de vida a serem seguidos, exerceram magnificamente essa dependência filial para com Deus, numa verdadeira vida de oração que lhes conduzia à repulsa ao pecado.

A vida devotada na oração traduz uma fiel imagem de um diálogo íntimo, verdadeiro e constante com Deus. Aos santos isso se dá em elevadíssima proporção. Orar passa a ser algo vital. Santa Faustina expôs em seu diário o lugar que a oração deve ocupar na vida do cristão:

“É pela oração que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar. Tem que rezar a alma pura e bela, porque de outra forma perderia a sua beleza; deve rezar a alma que está buscando essa pureza, porque de outra forma não a atingiria; deve rezar a alma recém-convertida, porque de outra forma cairia novamente; deve rezar a alma pecadora, atolada em pecados, para que possa levantar-se. E não existe uma só alma que não tenha a obrigação de rezar, porque toda a graça provém da oração”.[1]

Santo Afonso de Ligório resume em poucas palavras, dizendo que “sem oração não há vitória”.[2]

Nada tão necessário para os homens que buscam a santidade que imitar os santos nas atitudes de repulsa ao pecado. Que grandeza de alma atingirá aquele que, como São Domingos Sávio[3], adotar como lema de vida “Antes morrer do que pecar”. Utopia aos olhos de tantos, tal ideologia de vida arde como brasa nos ouvidos de quem relativiza os preceitos que devem ser cumpridos para se chegar à salvação.

São Jerônimo desvela a ilusão do pecador quando diz que “nada há mais infeliz do que a felicidade dos que pecam![4]. E São João Maria Vianney alerta como age o demônio: “O demônio só tenta as almas que querem sair do pecado e as que estão em estado de graça. As outras são dele, ele não precisa tentá-las”[5].



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[1] FAUSTINA, Santa. apud SILVA, Vagner C. da.  A importância da Oração e Meditação.  Disponível em  http://www.voltaparacasa.com.br/a_importancia_da_oracao_e_meditacao.htm

[2] LIGÓRIO. Santo Afonso de. In: AQUINO, Filipe Rinaldo Queiros de. Na escola dos santos doutores. 6. ed. Lorena: Cléofas, 2008, p.169.

[3] Cf. AQUINO, Felipe Rinaldo Queiroz de. apud Sede Santos, porque eu sou Santo. Disponível em: virtual/texto.php?doc=ESPIRITUALIDADE&id=esp0182 >.

[4] JERÔNIMO, Santo. apud ANDRÉ, Daniel. Alegria da Cidade dos Homens. Disponível em: <http://advhaereses.blogspot.com/2009/02/o-carnaval-e-religiao-da-cidade.html>.

[5] VIANNEY, S. J. BATISTA MARIE. Homilia sobre o Evangelho do I Domingo da Quaresma. In: MONNIN, A. Cura d´Ars. Campos: Ontem Hoje Sempre, [s.a], p. 97. 

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