quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cardeal, os fiéis devem comungar na mão ou na boca?


Perguntaram ao cardeal Cañizares, que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, se ele considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

O que será que ele responderia sobre a opinião daqueles que acham que isso é anti-higiênico?

Quem sabe qualquer dia desses outro repórter possa perguntar.

Veja a reportagem completa clicando aqui via acidigital.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

“Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”

 

   “Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”
Foi a expressão que há pouco ouvi de alguém, ao sair da Igreja, em um dia festivo, em uma tarde extraordinária. Uma Missa extraordinária!

“Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”
As palavras saíam dos seus lábios, mas pareciam sair do próprio coração.

“Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”
Certamente estava justificado por não lembrar, pois era ainda bem criança na última vez que vivera momento igual.

“Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”
Não se lembrava porque já se passavam uns quarenta e tantos anos.

“Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”
E, por que mais não se lembrava?
E, por que a achou linda?

“Eu não me lembrava do quanto era linda essa Missa!”
Como foi bom ouvir isso!

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Acidentes que podem ocorrer durante a Missa – Soluções de vários casos

 

a) Em caso de profanação ou violação da igreja: se for antes do Cânon, o Celebrante retira-se do altar; se for durante o Cânon, continua a Missa. 

b) O mesmo observa se entrar ostensivamente um excomungado vitando, e não houver meio de o fazer sair.

c) Se ocorrer um perigo iminente (ataque de inimigos, inundação, ruína da igreja), o Celebrante, se ainda não tiver consagrado, retira-se; se já tiver consagrado, pode comungar imediatamente e omitir as restantes cerimônias. 

d) Se antes da consagração, ou depois da Comunhão, o Celebrante morrer ou cair numa enfermidade grave que não lhe permita concluir o sacrifício, este é suspendido. Se isto lhe suceder entre a primeira Consagração e a Comunhão, a Missa deve ser continuada, a partir do lugar em que foi interrompida, por outro sacerdote. Em caso de necessidade, mesmo por um sacerdote que não esteja em jejum. (Se não se souber ao certo o lugar em que o outro ficou, deve-se julgar segundo a posição do Missal, da hóstia, etc. Se se duvidar se tinha feito a Consagração, deve-se repetir a Consagração sub conditione, sobre a mesma ou nova matéria). Se o sacerdote que adoeceu puder comungar, o Sacerdote que continua a Missa dá-lhe a comungar uma das hóstias, se  houver duas, senão dá-lhe a metade da sua.

Se o acidente sobrevier quando o celebrante estiver a meio da forma da primeira Consagração, não é necessário continuar a Missa. Se porém sobrevier a meio da forma da segunda Consagração, o Sacerdote que continuar a Missa repete a forma da Consagração a partir de Simili modo, ou sobre o mesmo cálice, ou sobre outro oferecido mentalmente; e neste caso toma o vinho do primeiro cálice depois de comungar o Preciosíssimo Sangue, antes das abluções.

e) Se um inseto ou qualquer outra impureza cair no cálice antes da Consagração, o Celebrante deita aquele vinho num vaso que depois da Missa esvaziará na piscina; deita no cálice outro vinho e água, oferece-o mentalmente, e continua a Missa. Se for depois da Consagração e puder tomar sem repugnância aquela impureza juntamente com o Preciosíssimo Sangue, continua a Missa sem se perturbar; se sentir repugnância, extrai a impureza, põe-na num vaso, purifica-a com vinho (se for inseto, tenha o cuidado de o não deixar fugir), e continua a Missa. Depois da Missa queima aquela impureza, e deita na piscina a cinza e o vinho que a purificou. 

f) Se cair no cálice, antes da Consagração, alguma coisa venenosa ou que provoque vômitos, o Celebrante procede como na alínea anterior. Se cair depois da Consagração, ou se, tendo caído antes, só for notada depois da Consagração, o Celebrante deita o vinho consagrado noutro cálice, prepara novo vinho com água, oferece-o, consagra-o, e continua a Missa. Depois da Missa, embebe o Preciosíssimo Sangue em linho ou estopa e põe-no no Sacrário até a espécie do vinho estar inteiramente seca. Queima-o depois e deita a cinza na piscina.

g) Se alguma coisa venenosa tocar na hóstia, põe-na noutra patena ou num cálice, para guardar no Sacrário até se corromper, e continua a Missa, depois de ter oferecido e consagrado outra hóstia. Depois de corrompida, deita a primeira na piscina.

h) Se, ao tomar o Preciosíssimo Sangue, a partícula ficar no cálice, trá-la com o indicador até ao lábio do cálice, e toma-a antes da ablução; ou deita um pouco de vinho no cálice, e toma-a com o vinho. 

i) Se a hóstia aparecer partida ou fendida antes da oblação, o Celebrante deve consagrá-la; mas, se isso escandalizar os fiéis, pega noutra, e consome a hóstia oferecida depois de ter tomado o Preciosíssimo Sangue. 

j) Se por causa do frio, ou por descuido, uma parte da hóstia cair no cálice, o Celebrante continua a Missa, fazendo todas as cerimônias, se for possível, com a outra parte da hóstia. Se cair no cálice a hóstia inteira, o Celebrante não a extrai, mas omite na continuação da Missa as cerimônias que devia fazer com ela. Toma juntamente o corpo e o Sangue de Jesus, dizendo: Corpus et Sanguis Domini nostri, etc.

l) Se no inverno o Preciosíssimo Sangue se congelar, cerca o cálice de panos quentes e, se for preciso, mete-o num vaso com água quente, junto do altar, até a espécie se liquefazer.

m) Se alguma gota do Preciosíssimo Sangue cair no pavimento ou em qualquer outro lugar de madeira, o Celebrante deve recolhê-la com a língua, sendo possível, senão com um pano de linho ou estopa; em seguida raspa a madeira, deixa enxugar as raspas e pano; queima tudo e deita-o na piscina, bem como a água com que purificou o instrumento de que serviu para raspar. Se cair na pedra de ara, ou na patena ou no pé do cálice, recolhe-a como acima. Se cair no corporal, nas toalhas, nos paramentos ou no tapete, lava por três vezes o dito lugar, e deita a ablução na piscina.

n) Se se derramar a sagrada espécie de maneira a ficarem apenas algumas gotas, toma estas na Comunhão, e, quanto à parte derramada, procede como acima. Se não ficar nada no cálice, tem de preparar, oferecer e consagrar novo vinho com água.

o) Se o Celebrante tiver um vômito depois da Comunhão e lançar as espécies eucarísticas de modo que se distingam, deve recebê-las de novo com toda a reverência. Se, porém, sentir repugnância, deve retirá-las e pô-las num vaso no Sacrário até ficarem corrompidas, deitando-as depois na piscina. Se as espécies não aparecem, todo o vômito deve ser embebido em estopa e queimado. A cinza será deitada na piscina.

p) Se uma hóstia ou fragmento cair no chão, recolhe-se com reverência, lava-se o lugar, raspa-se, e deitam-se as raspas na piscina. Se cair numa toalha ou em qualquer pano, lava-se o lugar com todo o cuidado e deita-se a ablução na piscina.

q) Se se encontra sobre o altar, na patena ou num vaso, uma hóstia, e houver dúvida se oi consagrada, guarda-se no Sacrário, mas não na píxide, para ser consumida na Missa depois da Comunhão do cálice.

NOTA: A solução destes casos inspirará ao Celebrante o modo como poderá resolver qualquer outro caso imprevisto que possa acontecer. Procederá segundo o ditame da consciência e do bom senso, e com a reverência devida a tão augusto Mistério.

Extraído de “Curso de Liturgia Romana”, de Dom Antônio Coelho, OSB. Oficinas Gráficas Pax – Braga, Portugal, 1943. Pp. 499-501.  

 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Missa em latim também em Teresina: "Uma de muitas que virão"

Foto: 180graus

Depois de quatro décadas, a capital do Piauí voltou a ter a Santa Missa celebrada conforme as rubricas liturgicas do missal de 1962.

 
Na página do blog da Associação Redemptionis Sacramentum lemos a boa nova de que neste último sábado, 23 de julho, na Paróquia Nossa Senhora do Amparo, no centro da cidade de Teresina, ouviu-se novamente "Introibo ad altare Dei". 

 
Unimo-nos em oração a todos aqueles que fazem ecoar as belas palavras do Santo Padre o Papa Bento XVI, ao reconhecer que "a sacralidade atrai muitos para o uso antigo".

Leia mais na matéria do link abaixo.

http://ars-the.blogspot.com/2011/07/uma-de-muitas-que-virao.html


Deo Gratias!

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domingo, 24 de julho de 2011

A violação do descanso dominical - afresco medieval


Bela exposição de uma realidade que muitos católicos já não consideram como deveriam.

Atenção para:
- os instrumentos de trabalho ligados ao sangue das chagas de Cristo;
- os demônios atormentando quem está trabalhando;
- quem descansa ou reza não sofre tormentos dos demônios.


Clique neste link para ver a pintura em detalhes. http://danielmitsui.tripod.com/newblogpics/fresco_big.jpg

P.S.: Indicado em uma lista de discussão.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os Princípios da Teologia – Pe. Álvaro Calderón

A ciência teológica é uma ciência imperfeita subalterna, “porque procede de princípios que não são conhecidos por meio da luz de uma ciência superior, que é a de Deus e dos bem-aventurados. Por conseguinte, assim como a música aceita os princípios que a aritmética lhe dá, a doutrina sagrada crê nos princípios revelados por Deus” (Suma Teológica, 1ª, q.1, a2). 

Para a demonstração teológica, portanto, os princípios não são obtidos por indução, mas por revelação, o critério de verdade deles não é a evidência, mas a autoridade divina, e não se tornam patentes à luz da razão, mas à luz da fé. 

Ainda que os princípios da demonstração teológica não tenham a certeza da evidência, gozam porém de uma certeza ainda maior, a da própria autoridade de Deus. Daí a superioridade da teologia sobre qualquer ciência puramente humana. 

Mas estará o teólogo desobrigado do laborioso caminho da investigação? Não, seu caminho é mais curto e seguro, mas tem de percorrê-lo. Assim como o filósofo não nasce de posse de seus princípios, assim tampouco o teólogo. A garantia autêntica da autoridade divina de seus princípios é o magistério da Igreja. Mas nem tudo o que é efetivamente revelado foi proposto explicitamente desde o começo pelo Magistério como infalivelmente certo por autoridade de Deus.

Retirado de “A candeia debaixo do alqueire”, pp. 279-280.

domingo, 10 de julho de 2011

A Igreja, guardiã fiel do depósito - São Vicente de Lérins


Mas é proveitoso que examinemos com maior diligência essa frase do Apóstolo: “Ó Timóteo, guarda o depósito (da fé), evitando as novidades profanas de palavras”. Este grito é o grito de alguém que sabe e ama. Previa os erros que iam surgir e se doía disso enormemente.


Quem é hoje Timóteo senão a Igreja universal em geral, e de modo particular o corpo dos bispos, os quais, em primeiro lugar, devem ter um conhecimento puro da religião cristã e transmiti-lo aos demais?

E que quer dizer “guarda o depósito”? “Está atento, lhe diz, aos ladrões e aos inimigos; para que não suceda que enquanto todos dormem, venham às escondidas a semear o joio em meio do bom grão do trigo que o Filho do homem semeou em seu campo”.

“Guarda o depósito”. Mas, o que é um depósito? O depósito é o que te foi confiado, não encontrado por ti, tu o recebeste, não o encontraste com tuas próprias forças. Não é o fruto de teu talento, mas da doutrina; não está reservado para um uso privado, mas, sim, pertence a uma tradição pública. Não saiu de ti, veio a ti. A seu respeito tu não podes comportar-te como se fosses seu autor, mas simplesmente como seu guardião. Não foste tu quem o iniciou: tu é que és seu discípulo. Não te cabe dirigi-lo: teu dever é segui-lo.


“Guarda o depósito”, quer dizer, conserva inviolado e sem mancha o talento da fé católica. O que te foi confiado é o que deves guardar junto a ti e transmitir. Recebeste ouro; devolve, pois, ouro. Não posso admitir que substitua uma coisa por outra. Não, tu não podes de maneira despudorada substituir o ouro pelo chumbo, ou tratar de enganar dando bronze em lugar de metal precioso. Quero ouro puro, e não algo que só tenha sua aparência.

Ó Timóteo! Ó sacerdote! Ó intérprete das Escrituras! Ó doutor da Igreja! Se a graça divina te deu o talento por engenho, experiência, doutrina, deves ser o Beseleel do Tabernáculo espiritual. Trabalha as pedras preciosas do dogma divino, reúne-as fielmente, adorna-as com sabedoria, acrescenta-lhes esplendor, graça, beleza: que tuas explicações façam que se compreenda com maior clareza o que já se cria de maneira muito obscura. Que as gerações futuras se congratulem de ter compreendido por tua mediação o que seus pais veneravam sem compreender.

Entretanto, hás de estar atento para ensinar somente o que aprendeste: não suceda que por buscar dizer a doutrina de sempre de uma maneira nova, acabes por dizer também coisas novas.


São Vicente de Lérins, na obra Comonitório

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Sociedade dos Poetas, digo, da educação morta

 por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Quem estudou Pedagogia ou área correlata e ainda não teve que fazer uma resenha do filme Sociedade dos Poetas Mortos? Em geral, o intento do professor é apresentar o filme como sendo inevitável caminho a ser percorrido para o total rompimento com os velhos paradigmas da educação, fazendo-se alcançar a evolução de tal ciência. Eis a minha resenha. Veja o filme, leia o texto e compare.

*          *          *

         “Sociedade dos Poetas Mortos” conta a história de uma escola, de um professor, de um aluno. A escola é um modelo de colégio interno tradicional regido por normas rígidas. O professor, John Keating, é um profissional que rompeu com as amarras do método de lecionar daquela época (1959) tido como arcaico, levando os alunos a seguirem seus sonhos. O aluno, Neil, foco principal da turma, se deixa levar pela filosofia apresentada pelo eloqüente professor e passa a viver um dilema entre a busca de seus sonhos e a vontade dos pais.
         Os métodos de ensino pouco convencionais do professor Keating envolvem a turma. Atitudes como mandar rasgar páginas dos livros fazem de Keating um modelo pretendido, chegando a receber dos alunos a expressão “Ó Capitão! Meu Capitão”. A maneira inusitada de “ensinar a pensar” induz aquela gente ainda sem uma personalidade definida a lançar-se a um mundo muitas vezes fantasioso e desconhecedor da crua realidade do mundo. Os alunos tomam conhecimento da “Sociedade dos Poetas Mortos” vivida pelo mestre em sua juventude e, num espírito aventureiro, fazem renascer a sociedade que tem como centro a poesia.
         O papel do professor como orientador foi por demais usado para incutir nos alunos a sua única ideologia, em detrimento do conhecimento amplo a que se possa chegar quando se prova das inúmeras formas de pensar e se busca na fonte de vários autores e várias correntes filosóficas. A criatividade estimulada nos alunos era dirigida e direcionada para nova concepção de vida que assumiriam e que já deveria viver dentro de cada um.
         O filme em pouco coaduna com a moral e a ética cristã, mas simplesmente enaltece o direito de se ter sonhos e de pretensamente vivê-los a qualquer custo.
         Verdadeiro e realista ao seu final, o filme apresenta o resultado já imaginável das conseqüências às quais se podem chegar ao se por em prática tal ideologia de vida: Mais alienado do que antes, e incapaz de conceber que na vida nem sempre os sonhos são produto de um imediatismo do querer, mas que pode advir da luta incessante para se conquistar tal intento com maturidade, perseverança e temor a Deus, as quais são virtudes supressas do roteiro, o aluno, Neil, desiste de batalhar por seu sonho da maneira mais banal e impensada para uma pessoa dotada de inteligência e faculdades normais. Ele suicida-se, falseando uma vitória sobre a dita opressão dos pais. Essa falsa vitória que se tentou apresentar ao final não deve ser uma válvula de escape para aqueles que foram educados para a vida.

Notícia aos catogélicos: Cantora protestante piauiense tem autoria de “Noites traiçoeiras” reconhecida e sai à busca de compensações por direitos autorais

Segundo esta reportagem do cidadeverde.com, Marinalva Santos, cantora protestante piauiense, comprovou a autoria da canção “Noites traiçoeiras” junto à Associação Brasileira de Música e Artes. A composição fora motivada para comemorar o aniversário de uma igreja Assembleia de Deus em Uberlândia.

O marido da compositora, que é pastor, informa que tentará acordo com a pessoa que vendeu a música para Pe. Marcelo Rossi, caso não se verifique, recorrerão à justiça para requisitar os valores correspondentes aos direitos autorais.

Além de Pe. Marcelo Rossi, que é reclamado neste artigo por ter plagiado a música, gravaram outras versões alguns outros artistas da Igreja como Padre Zeca, banda Anjos de Resgate, Jonny,...

Aqui se tem a informação de que em 1999 já era cantada na igreja Cristã Maranata do estado do Espíritos Santo.

Aqui se diz que é composição de Simone Telésforo.

Aqui lemos que é de Carlos Papae, cantor evangélico do grupo Vozes de Sião de Teresópolis-RJ,  gravado pela primeira vez em 1985.

E ainda tem o site Vagalume que informa que a composição é de Pe. Marcelo Rossi. 

Católico, quer ouvir música católica? Ouça canto gregoriano.
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