quinta-feira, 6 de março de 2014

Sem faltar à caridade


Que se consultem as coleções dos escritores eclesiásticos [...] como os Apóstolos trataram os primeiros heresiarcas e como continuaram a tratá-los os Santos Padres e como os tratam os modernos autores de controvérsias e a própria Igreja na linguagem canônica. Não há, portanto, falta de caridade em chamar de réu a quem o é; malvados, os autores, fautores e sequazes do mal, e de iniquidade, maldade, perversidade, o complexo de todos os seus atos, palavras e escritos. O lobo sempre foi chamado simplesmente lobo e jamais passou pela cabeça de alguém fazer mal ao rebanho e ao pastor chamando-lhe assim
 
Se a propaganda do bem e a necessidade de destruir o mal exigem o uso de frases duras contra os erros e contra quem se faz corifeu deles, estas atitudes se tomam sem faltar à caridade.
 Dom Félix Sardá y Salvany (1841-1916)

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