quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Em busca do verdadeiro catolicismo

por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

No embate que hoje há entre o novo e o “de sempre”, no confronto do moderno contra o eterno, muitas implicações recaem sobre aquilo em que se deve crer. O avanço das novas doutrinas assumindo o lugar das verdades eternas, gerou dúvidas e incertezas em grande parte dos fieis, mesmo naqueles que se sentiam seguros na fé. E o mais desalentador para aquele que deseja ser um autêntico católico é ter que lançar-se no meio de tantas variantes doutrinais e práticas religiosas em busca do verdadeiro catolicismo.

São Vicente de Lerins, na obra Comonitório, expõe que “parece evidente que o verdadeiro e autêntico católico é o que ama a verdade de Deus e a Igreja, corpo de Cristo; aquele que não antepõe nada à religião divina e à fé católica – nem a autoridade de um homem, nem o amor, nem o gênio, nem a eloquência, nem a filosofia – mas que, desprezando todas estas coisas e permanecendo solidamente firme na fé, está disposto a admitir e a crer somente o que a Igreja sempre e universalmente acreditou.”

A partir desse ensinamento, natural é ver que toda doutrina nova, desconexa da doutrina já estabelecida, não tem nada a ver com a religião revelada do céu.

Em nossa época, porém, um olhar atento faz perceber o quanto estamos rodeados de tantas e novas doutrinas, frutos de novas teologias e novas hermenêuticas provenientes de um novo “espírito”, que incita os fieis a se atualizarem na fé, abandonando doutrinas antigas, tentando fazer acreditar que estas já não são apropriadas para o nosso tempo.
Ao verdadeiro católico, não há motivo para envergonhar-se de ser membro de uma Igreja de vinte séculos, de sentir-se ultrapassado frente ao mundo moderno. Pelo contrário, só uma Igreja de vinte séculos de existência liga-se no tempo a Jesus Cristo, e nos indica ter sido fundada pelo próprio Deus que se fez homem.

Da mesma forma, não há porque desmerecer seus autênticos ensinamentos e práticas mais antigas. São Vicente de Lérins nos deixou uma eficaz regra outrora utilizada para saber se uma doutrina é verdadeiramente católica: Basta verificar se ela foi crida sempre, em toda parte e por todos os católicos. Portanto, são exatamente as novas doutrinas, que se espalham por aí, que não passam nesta regra.

É de temer e tremer quando vislumbramos tão explícito desprezo às palavras do apostolo Paulo “Ó Timóteo, guarda o depósito da fé, evitando as novidades profanas de palavras, e as contradições duma ciência de falso nome, professando a qual alguns se  desviaram da fé” (I Tm 6, 20-21).



Avancemos, pois, no conhecimento da Tradição Católica, a doutrina de sempre.

(Editorial de Tradição Católica nº03)

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