terça-feira, 29 de agosto de 2017

A pena eterna devida a uma culpa temporal contraria a Justiça Divina?


Não contradiz à justiça divina sofrer alguém a pena perpétua, porque nem as leis humanas exigem que as penas sejam medidas pelo tempo para serem adequadas à culpa. Ora, para os pecados de adultério, de homicídio, cometidos que são em breve tempo, a lei humana impõe, às vezes, o exílio perpétuo, ou até mesmo a morte, pela qual para sempre o criminoso é afastado da sociedade. Se o exílio não é perpétuo, isso é por acidente, porque a vida humana não é perpétua, mas parece que a intenção do juiz é punir o criminoso perpetuamente. Por isso, também não é injusto se, para um pecado feito momentaneamente no tempo, Deus impuser uma pena eterna.
Deve-se também considerar que ao pecador é infligida a pena eterna, mas somente àquele que não se arrepende do pecado, e, assim, nele, o pecado perdura até a morte. E porque na sua intenção peca para sempre, é razoável que Deus o puna eternamente.
Além disso, cada pecado cometido contra Deus tem um certo grau infinito, se considerarmos que ele é cometido contra Deus. É certo que quanto mais importante é a pessoa contra quem se peca, tanto mais grave é o pecado: considera-se de maior gravidade dar uma tapa num militar, que num camponês; e, de muito maior gravidade, se for dada num príncipe ou no rei. Ora, sendo Deus de grandeza infinita, a ofensa contra Ele cometida, é, de certo modo, infinita. Logo, a pena devida a essa ofensa deve ser também, de certo modo, infinita.
Essa pena, porém, não pode ser infinita de modo intensivo, porque nada de criado é infinito em intensidade. Resta, por conseguinte, que ao pecado mortal é devida uma pena de duração infinita.
Ademais, ao que pode ser corrigido, a pena temporal lhe é imposta para a correção ou purificação. Se, portanto, alguém não mais pode ser corrigido do pecado, porque a sua vontade está obstinadamente firme no pecado, como acontece com os condenados acima descritos, a sua pena não pode também ter fim.

Compêndio de Teologia de São Tomás de Aquino, Capítulo CLXXXIII



segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Hino em homenagem a Santo Agostinho


 por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho

Refrão

Santo Agostinho,  Doutor da Graça
No rude caminho,  a fé nos alcança

Estrofes

Foste perfeita
Tua conversão
Alma eleita
Pela oração

Com seu firme báculo
Hereges dobrou
Sendo um sustentáculo
Do que Cristo pregou


Tornou-se modelo
De santidade
Vivendo com zelo
E amor à verdade 


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sábado, 26 de agosto de 2017

O número dos Anjos

Santo Atanásio na questão sexta, cita a opinião de alguns, que tiveram para si, que os homens eram iguais em número aos Anjos, movidos por aquelas palavras do Deuteronômio, como traduziram os Setenta Intérpretes, registrou o número dos povos, conforme ao número dos Anjos. Outros há, que tem para si, que os homens excedem em número aos Anjos e movem-se por este argumento. Porque dos homens tantos se hão de escolher para a glória, quantos são os Anjos que caíram da glória e consta no Apocalipse na figura do dragão (que trouxe consigo a 3ª parte das estrelas), que a 3ª parte dos Anjos caiu, e conforme a isto parece que entende São Bernardo sobre os Cantares, aquelas palavras do Salmo: “Julgará os homens e com eles proverá os lugares vagos no céu”. Donde deduz-se, que não se salvando nem a décima parte, contando todos os infiéis é muito maior o número de todos os homens que o de todos os Anjos. Porém, nenhuma destas opiniões tem fundamento, porque no Deuteronômio, considerando bem o que Moisés vai dizendo, não se trata do número de Anjos; somente mostra o particular cuidado que Deus teve de seu povo na divisão geral das terras que Deus fez a várias nações. Porque quando, ou conforme aos Hebreus, quando repartia as terras do mundo pelas nações, logo então marcou a terra de Canaã a sete nações, não tanto por a possuírem, mas por a cultivarem e depois de cultivada a entregar aos filhos de Israel, quando saíssem do Egito. Quer dizer que a estas sete nações assinalou os termos da que por eles repartiu, como se dissesse, que não tinha os olhos naqueles a quem as dava, se não no seu povo de Israel, cujos colonos eram os povos e nas demarcações olhavam para o que convinha aos israelitas para os agasalhar no que mostrava grande amor a seu povo, dando-lhe as terras cultivadas e a todas as outras nações, incultas e bravas. E segue-se logo, como se dissera as outras nações, deu terras em herança, mas para si tomou este povo por herança própria. Este é o sentido literal que os expositores comumente dão ao lugar do Deuteronômio.
O Apocalipse não fala da queda dos Anjos, se não dos fiéis, no tempo do Anticristo. Por onde não há fundamento para duvidar, ainda que ponhamos os olhos na grande máquina do mundo e na multidão de criaturas que nele há, se haverá tantos Anjos em número, que nasceram e nascerão? Porque é tão copioso o número dos Anjos (como afirma São Dionísio Areopagita) que excede e é muito maior que o número de todas as coisas corporais e materiais. E São Tomás e outros Doutores escolásticos, da proporção que há entre os corpos superiores e da que há entre os inferiores, agrupam a multidão dos Anjos, por que se vemos que tão grande multidão de criaturas corporais é necessária para responder e encher à distância que há entre a mais vil criatura e entre o homem, a mais nobre do todas as corporais, quão grande número será necessário para responder a distância que há entre o Anjo e mesmo a Deus? Porque como Deus, Nosso Senhor nesta formosíssima e admirável máquina do mundo, pretende principalmente à perfeição dele, se não é limitado seu poder, se não infinito e imenso (criou as coisas em tanto maior número e abundância, quanto elas são mais perfeitas em si). Daí vemos, que todas as coisas baixas e corruptíveis que estão debaixo da Lua, são quase um ponto em comparação dos céus, que são corpos mais perfeitos e nobres. E nos mesmos céus o mais alto e superior excede muito ao inferior e o supremo a todos os demais.
Por esta razão algumas estrelas do firmamento que nos parecem aos olhos tão pequenas, são muito maiores que toda a terra composta de todas as coisas inferiores. Esta mesma proporção há nas coisas espirituais e naqueles supremos espíritos a respeito das coisas corporais as quais excede não em quantidade, se não em número, pois é certo que a alteza no lugar dos corpos responde à nobreza da essência nos espíritos e ao excesso da quantidade, responde a multiplicação do número. E vê-se claramente ser assim, porque se cada um dos homens desde nosso primeiro pai Adão, até o derradeiro, que haverá no mundo, tem seu Anjo da guarda eleito para sua defesa, sem exceção de bom ou de mal, nem de fiel ou infiel, nem de bárbaro Etíope, ou nobre político ( pois todos enquanto homens participam deste beneficio necessariamente havemos de confessar, que os Anjos do derradeiro coro – do qual se provê a guarda dos homens - são mais que todos os homens que houve e haverá até o fim do mundo. Então, qual será o número dos outros coros se for assim como temos provado, que tanto maior é o número deles, quanto sua ordem é mais alta e sua perfeição mais elevada? Isto se conclui da escritura sagrada, a qual falando da multidão dos Anjos, diz: "milhares de milhares serviam o Senhor e dez vezes cem mil o assistiam". Pelo qual entendem os Padres e Doutores, uma multidão de espíritos celestiais em certo modo infinita.
Para confirmação do mesmo, trazem alguns autores uma revelação, que com o favor da Virgem Nossa Senhora, se fez a Santa Brígida, a qual com muita segurança afirma, que os Anjos excedem em número aos homens em dez partes por estas palavras: “Se se compararem todos os homens que nasceram de Adão até ao derradeiro que há de nascer no fim do mundo, achar-se-á que, a cada homem respondem mais de dez Anjos". E a autoridade desta Santa é de muita estima. Porque o Papa Bonifácio IX na Bula de sua Canonização, acredita e autoriza muito o espirito de profecia desta Santa. Nesta conformidade, dizem alguns Doutores, que a cada Anjo respondem dez Arcanjos e a cada Arcanjo dez principados; e assim como os coros e hierarquias vão subindo, se vai multiplicando o número dos Anjos superiores. Ao que temos dito se pode acrescentar o que tem São Hilário, São Cirilo e outros, aos quais afirmam que os Anjos excedem aos homens em noventa e nove partes. Pela ovelha da parábola, diz o Santo, se há de entender o primeiro homem e por este todos os mais homens, mas no pecado de um só Adão se perdeu todo o gênero humano. De onde se compreende, que pelas noventa e nove ovelhas que não se perderam se há de entender a multidão dos Anjos, que no céu tem o cuidado e alegria pelo bem e salvação dos homens. O mesmo diz Santo Atanásio conforme alegado acima, que muitos tiveram para si que a proporção que tem os Anjos para com os homens em número é a mesma que tem noventa e nove para um; ou nove para um. E resume isto das parábolas, a das noventa e nove ovelhas, que o pastor deixou no deserto guardadas para buscar sua perdida e das nove dracmas seguras e uma perdida, porque na ovelha e dracma perdida se representam os homens e nas mais os Anjos. De onde veio Santo Ambrósio sobre o capitulo 15 de São Lucas, a dizer: o rico e grosso pastor de quem nós somos a centésima parte das ovelhas, tem inumeráveis rebanhos de Anjos e de Arcanjos, Dominações, Potestades e de outros semelhantes que deixou nos montes. De onde vem a dizer alguns Doutores, que mais fácil é contar as estrelas do céu e as gotas do mar e as folhas das árvores e as ervas da terra, que compreender a multidão dos Anjos a qual ainda que para Deus seja finita e contada, com tudo em nosso ponto de vista parece infinita.
E São Bernardino de Siena falando do amor misericordioso de Deus e dos meios que a ele nos hão de levar, diz assim: "A segunda coisa que havemos de contemplar, diz São Bernardino, é a multidão dos Anjos", porque diz São Dionísio no livro da hierarquia que só os Anjos que estão no paraíso são mais do que as estrelas, as areias do mar e da terra, que as folhas e ervas e mais que todas as coisas criadas. Por esta causa disse bem Jó falando de Deus: "Por ventura os soldados do Senhor podem se contar"? O que nos declara a glória e soberana majestade do Senhor que nos criou e se serve deles, como de seus criados e soldados. Porque é grande honra de um rei ter muitos ministros nobres e poderosos e família luzida de criados que o acompanham e sirvam que por isso disse o Espirito Santo: A dignidade e majestade do Rei se conhece na multidão de seus ministros e ter poucos vassalos e afronta do príncipe. E é coisa notável que com os Anjos serem tantos, São Tomás tem para si – posto que muitos têm o contrário – que nenhum há entre eles que não seja de diferente espécie de todos e de cada um dos outros. E assim como seria formosíssima coisa e maravilhosa se em um campo ou prado povoado de infinitas flores, não houvesse entre elas, duas que fossem da mesma espécie, se não que cada flor fosse da sua e diferente de todas as outras nas cores, na figura, na forma, porque umas teriam as cores singelas, já brancas, já vermelhas, já amarelas, já roxas, já verdes, outras as teriam todas misturadas umas com as outras, em tal proporção que a mistura e composição de cada uma acrescenta-se notável graça a todas semeando à natureza e matizando com diferentes variedades e proporção a cada uma para em todas resultar mais perfeição, mais arte e mais graça natural. (Estando na opinião de São Tomás) naquele copiosíssimo e abundantíssimo campo do céu - a que com razão podemos chamar Jardim de Flores em que há inumeráveis Anjos que como formosíssimas flores o aformoseiam e vestem com singular graça e majestade. Não há dois deles que tenham a mesma espécie, pois em cada um achareis diferentes perfeições, diferente lustre e diferente ser, comunicado do autor de todo o bem e pego infinito de perfeições.

Fonte: Almanaque Tradição Católica

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Esmola


1 - Porque razão Deus, que é o Pai comum e Benfeitor de todos os homens, faz nascer uns na pobreza e outros na opulência? Porque, diz Santo Agostinho, uma vez  estabelecida a ordem atual das coisas, esta desigualdade é necessária para a sua conservação. Efetivamente, se não houvesse pobres, não haveria nem trabalho, nem indústria, nem obediência, nem mando; de onde se conclui que a opulência e a pobreza são dois laços que unem o gênero humano.
2 - Mas o Pai celeste não esqueceu por isso seus filhos pobres, que são objeto das suas mais caras complacências, pois que ele mesmo quis que seu filho nascesse, vivesse e morresse pobre.
3- No mesmo modo que Deus remedia a secura da terra com o orvalho e abundantes chuvas, também quer que o supérfluo dos ricos remedie a indigência dos pobres. Aquele que reparte com os pobres o supérfluo, não lhe faz um dom ou favor, mais cumpre um dever imposto por esse Deus, que é o pai previdente e o senhor absoluto do pobres.
4 - Há duas qualidades de supérfluo: uma diz respeito ao que nos é necessário para viver, outra diz respeito às exigências do nosso estado; a primeira devemos emprega-la nas necessidades extremas do próximo, a segunda nas suas ordinárias necessidades e com maior razão nas suas graves precisões.
5 - Cada qual tem o direito de viver com a decência correspondente ao seu estado; mas esta conveniente decência não forma um todo indivisível, pois ainda que a este estado se acrescentem muitas coisas, dele não se sai, assim como ainda que dali se tiverem muitas outras, não nos aviltamos.
6 - Daqui resulta que não se pode estabelecer uma regra uniforme e invariável para determinar na prática o que é supérfluo; por isso depende de muitas circunstâncias reunidas, e é por esta razão que, segundo São Tomás, em tais matérias devemos seguir a opinião de uma pessoa sábia e prudente.
7 - É certo, algumas vezes, que o que não é necessário ao sustento da vida e às exigências do nosso estado, deve ser considerado como supérfluo: porém devemos fazer isto, quando tenhamos examinado o nosso estado segundo as regras da moderação cristã, da qual a nenhum fiel é lícito apartar-se.
8 - Muitos ricos há que não conhecem nada de supérfluo no seu estado, porque se entregam a um luxo, que devora todas as suas riquezas. Aquele que quiser viver como o rico avarento de que fala o Evangelho, não achará nunca nem pão nem ao menos uma migalha para dar a Lázaro.
9 - Estes ricos tornam inútil o grande preceito da esmola, e são culpados de um grave roubo, sacrificando a sua cega e sórdida ambição o patrimônio destinado por Deus a sustentar os pobres. Tertuliano chama-lhes ricos predestinados ao inferno, para diferença dos ricos caritativos, que são predestinados à glória. O caminho do céu para o pobre é o sofrimento; o caminho do céu para o rico é a esmola.
10 - O deixar uma quantia razoável para as necessidades ordinárias e extraordinárias da vida não é amontoar supérfluo; mas sim proceder conforme manda a prudência. Assim como toda a comida é temperada com sal, assim toda a virtude deve ser temperada com a prudência e precaução.
11 - O que acabamos de dizer aplica-se sobre tudo aos pais, que devem poupar tudo que é necessário para bem educar seus filhos, e dar às suas filhas um dote segundo o seu estado e meios. Fazer isto, não é amontoar supérfluo; mas sim prover ao necessário; pois aos pais ou aqueles que os substituem são obrigados, por dever de justiça, a dar a seus filhos essa educação e dote.
12 - Mas para ser previdente para com seus filhos não é necessário ser cruel para com os pobres. De todas as heranças que podeis deixar a vossos filhos, a mais bela é o exercício da caridade. A família do homem caritativo será sempre abençoada por aquele Deus, que manda dar esmola.
13 - O dever da esmola não obriga a renunciar aquilo que o nosso estado ou condição exige. A virtude como já dissemos no princípio deste livro com Santo Agostinho, não é outra coisa senão a ordem: logo, aquilo que não é bem ordenado não é virtude.
14 - Há certas pessoas que para darem mais abundantes esmolas faltam ao reconhecimento e à generosidade para com aqueles de quem receberam serviços ou favores: isto é um erro. As virtudes respeitam-se mutuamente e dão-se as mãos; nenhum exige o que é devido a outra.
15 - Não cuides que tendes obrigação de socorrer todos os necessitados; isso não é possível. Quando tiverdes distribuído um numero de esmolas, que segundo o juízo de uma pessoa prudente, é proporcionado aos vossos meios, tereis satisfeito ao vosso dever para com Deus e para com o próximo, e deveis viver sossegados.
16 - É necessário usar de prudência na repartição das esmolas. É impossível imaginar quantas pessoas fingem necessidade ou exageram, para serem socorridas. Cumpre pois evitar a demasiada credulidade e ser prudente no exercício desta obra de misericórdia, para que a esmola caia na mão do que é verdadeiramente necessitado, e não na daquele que se finge pobre, como acontece muitas vezes. Se todas as esmolas fossem bem repartidas, não haveria tantos verdadeiramente necessitados. Muitos pessoas para não errarem em matéria tão difícil, confiam a distribuição das esmolas, em todo ou em parte, ao seu pároco ou diretor, porque estes em razão do seu ministério são ordinariamente os que estão mais no caso de saber onde está a verdadeira miséria.
17 - Lembrai-vos do grande conselho que dão os santos: É mister que aquele que tem muito dê muito; que o que tem pouco dê pouco; e que aquele que nada tem possua ao menos o desejo de dar: pois diante de Deus a boa vontade daquele que dá ou deseja dar tem mais merecimento que a mesma dadiva. O pequeno donativo da viúva, de que nos fala o Evangelho, foi mais agradável a Deus que as pomposas ofertas feias pelos ricos faustosos.
18 - Amai também a esmola espiritual. Um prudente conselho, uma virtuosa exortação, uma consolação salutar, uma visita a um enfermo, a proteção dada a uma viúva ou a um órfão, a uma pessoa abandonada ou perseguida, são esmolas tanto mais meritórias diante de Deus, quanto ordinariamente são menos brilhantes aos olhos dos homens.
Almanaque Tradição Católica

Oração pelos sacerdotes

Por amor do Imaculado Coração de Maria, dai-nos santos sacerdotes, ó Jesus.
É por meio deles que o recém-nascido se torna filho de Deus, o pecador recupera a paz, os fiéis têm o benefício dos Santos Sacramentos, os desamparados se refugiam junto do Sacrário de onde recebem o divino Pão dos Anjos e o moribundo vê fechar-se a porta do inferno e abrir-se-lhe a porta do Céu.

Por amor do Coração Imaculado de Maria, dai-nos santos sacerdotes, ó Jesus.
Sacerdotes de Mãos Puras e sem mancha, que levantem ao Céu o cálice e a Hóstia Imaculada, interpondo-se poderosos pela paz dos povos e prosperidade das nações, sacerdotes que devorados pela caridade, se rodeiem de almas inocentes, para guia-las ao Céu; de mocidade, conservando-a para Deus, e se consumam pelo tesouro da fé e da religião.

Por amor do Coração Imaculado de Maria, dai-nos santos sacerdotes, ó Jesus.
Sacerdotes que, famintos de vosso amor, abandonem a Pátria, parentes e amigos pela salvação do próximo; que perseguidos pelo mundo, por satanás, pelas paixões, progridam sempre na santidade, apregoando a fé e a vossa doutrina. Amém.
(As excelências da Santa Missa)

sábado, 12 de agosto de 2017

A virtude da vingança

Existe uma virtude que desapareceu completamente da vida moderna. É o zelo pela vingança. Em que consiste? Em punir os erros dos que estão subordinados a nós, dando-lhes um castigo correspondente à gravidade do erro. Com este castigo, a pessoa que errou torna-se capaz de reparar o mal que fez. Por isso, a vingança é uma ótima virtude, pois ajuda aos outros a se corrigirem. Quando um pai não corrige seu filho, ele está alimentando o vício na alma do filho. Quando a polícia não castiga o bandido, ela está dando a impressão, ao bandido, que o crime compensa. etc.
Mas atenção! Trata-se de atos próprios à autoridade. É claro que se vingar de alguém que nos fez mal sem ter autoridade e sem ter a intenção de ajudar é próprio do orgulho e pode ser um pecado muito grave.

Excerto retirado de http://permanencia.org.br/drupal/node/2094

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