Avisem ao roteirista da novela que Nossa Senhora não sentiu dores no parto


Por Claudiomar Ferreira de Medeiros Filho
Olá a todos leitores do blog Arena da Teologia.

Estes dias estive vendo os relatórios de acessos deste blog e verifiquei que a postagem “Maria, mãe que não sentiu dor no parto” teve uma enxurrada de acessos recentemente. Meio intrigado do porquê tal temática tenha despertado tanto interesse nas pessoas, foi que tomei conhecimento que a TV Record está produzindo uma novela sobre a história de Jesus, e que, na última terça-feira (31/07/2018) o capítulo que foi ao ar trouxe a cena do nascimento de Jesus onde, naquela dramaturgia, a atriz que representava Maria, expressou sensações de dores durante o parto. Muito possivelmente veio à tona na cabeça de muitos se tal roteiro condizia com a realidade. Tais pessoas devem ter recorrido à pesquisa no Google e encontraram a nossa postagem sobre o tema.

Ora, Nossa Senhora realmente não sentiu dor no parto. O nascimento de Jesus foi algo sobrenatural. As dores de parto são uma consequência do pecado original (cf. Gn 3,16), mas Maria não teve esse pecado, logo, não teve dores de parto (cf. Is 66,7). 

O Papa Alexandre III na carta Carta Ex litteris tuis expôs que Maria “deu à luz sem dor e emigrou deste mundo sem corrupção, em conformidade com a palavra do anjo, aliás, de Deus por meio do anjo, para que fosse provado que ela é plena, não semiplena de graça..."

No mesmo sentido, o Catecismo Romano do Concílio de Trento reafirma "A Eva foi dito: Em dores darás a luz [teus] filhos. Maria ficou isenta desta lei. Conservando a integridade de sua virginal pureza, [...] Maria deu à luz a Jesus, Filho de Deus, sem sofrer dor de espécie alguma." 

Por sua vez, Santo Agostinho, referindo-se à Virgem Mãe, diz: Assim como a sua concepção deixou-lhe intacta a virgindade, assim no seu parto nenhuma dor sofreu.”

Um arremate consistente para a questão encontramos em São Tomás de Aquino, que em sua Suma Teológica, disseca nestes termos:

As dores de uma parturiente são causadas pela compressão dos meatos por onde vem à luz o filho. Ora, Cristo veio à luz sem detrimento da virgindade de sua mãe que, portanto, não sofreu nenhuma espécie de compressão. Por isso, nesse parto não houve nenhuma dor, como não houve nenhuma corrupção, mas antes, houve uma alegria máxima por ter vindo ao mundo o homem Deus...

A dor que a mulher sofre no parto resultou da concepção. Donde, depois de ter dito a Escritura: Em dor parirás teus filhos, acrescenta: e estarás sob o poder de teu marido. Donde o dizer Agostinho, que dessa sentença foi excluída a Virgem Mãe de Deus que, por ter sido isenta do pecado e ter concebido a Cristo sem nenhuma união carnal, gerou sem dor e, sem violação da sua integridade, permanecendo totalmente virgem...

Assim como Cristo, morrendo, livrou-nos da morte eterna, assim com as suas dores livrou-nos das nossas. Por isso quis morrer no meio delas. Mas, as dores do parto de sua mãe não seriam as de Cristo, que veio para satisfazer pelos nossos pecados. Logo, não era necessário que sua mãe tivesse um parto doloroso.

O Evangelho diz que a Santa Virgem enfaixou e reclinou numa manjedoura o filho que deu à luz. Donde diz Jerônimo: Nenhuma parteira aí esteve, nenhum cuidado de mãos servis e práticas. A própria mãe cuidou do fruto das suas entranhas. Enfaixou, diz o Evangelho, e reclinou o menino numa manjedoura.

Assim sendo, tal novela e demais produções cinematográficas que em seu roteiro destoam dos fatos acontecidos por ocasião do nascimento de Jesus Cristo, que fazem figurar um São José jovem e outros erros, deveriam mesmo dizer que não trata-se do nascimento do Filho de Deus, mas se caracteriza como uma obra de ficção (e não baseada em uma história real) e que, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.

O pecado das pessoas casadas acerca do ato conjugal



O ato conjugal e sua liceidade – Apontamentos de Teologia Moral

Os apontamentos a seguir se apresentam como um guia orientativo para as complexas questões da moral católica acerca dos pecados dos casados no que dizem respeito ao ato conjugal. Trata-se de uma texto aglutinado extraído dos compêndios de teologia moral do Pe. Heriberto Jone, e de Teodoro Del Greco, baseados no Código de Direito Canônico de 1917 e adaptados ao Concílio Plenário Brasileiro de 1939.

Os principais pecados graves que os casados podem cometer são: pecados contra a vida nascente, atos adulterinos, relações conjugais em circunstâncias em que não são lícitas, atos praticados sem razão suficiente que tenham grande influxo na polução, como também os atos praticados na intenção de provocá-la, recusa do débito conjugal e atos que frustram o fim primário do matrimônio.

O ato conjugal é lícito quando se faz com o fim de procriar fi­lhos ou por outros motivos honestos.

São motivos honestos: o reavivamento do amor, o fomento da mútua caridade e concórdia, o restabelecimento da paz doméstica, o desejo de evitar a incontinência em si ou no cônjuge, etc. Havendo tais motivações, o ato conjugal é permitido ainda que se possa constar com cer­teza que não se seguirão efeitos de procriação, contanto que possa ser de modo natural, por exemplo, quando se dá entre pessoas idosas e estéreis. Segundo muitos autores o ato conjugal fica sendo lícito também no caso em que os esposos se tornaram impotentes (inférteis) depois de contraído o matrimônio, contanto que seja ainda possível a penetratio vaginae;

Mas, pode ocorrer que as relações sexuais entre o casal tornem-se ilícitas. Isso se dá na medida em que se dificulta a geração, quando há prejuízo à saúde ou cause dano à alma... [RECEBA O TEXTO COMPLETO NO SEU E-MAIL. CLIQUE AQUI]

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Obrigado por ser mais conosco em favor da Tradição Católica.

Claudiomar.


Juramento Antimodernista de São Pio X que era feito por padres, bispos e professores até ser suprimido em 1967 por Paulo VI



Assim era o catolicismo até pouco tempo tempo. Rezemos pelo crescimento da Tradição Católica. Segue abaixo o texto do Juramento Antimodernista:

Eu, N.N., abraço e aceito firmemente todas e cada uma das coisas que foram definidas, afirmadas e declaradas pelo magistério inerrante da Igreja:
Principalmente aqueles pontos de doutrina que diretamente se opõem aos erros do tempo presente.
1. E em primeiro lugar: professo que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser certamente conhecido e, portanto, demonstrado, como a causa por seus efeitos, pela luz natural da razão, mediante as coisas que foram feitas (Rm 1,20), isto é, pelas obras visíveis da criação;
2. Em segundo lugar: admito e reconheço como sinais certíssimos da origem divina da religião cristã os argumentos externos à Revelação, isto é, os feitos divinos, e em primeiro lugar os milagres e profecias, e sustento que são sobremaneira acomodados à inteligência de todas as idades e dos homens, mesmo os deste tempo;
3. Em terceiro lugar: creio igualmente com fé firme que a Igreja, guardiã e mestra da palavra revelada, foi próxima e diretamente instituída pelo próprio Cristo, verdadeiro e histórico, enquanto vivia entre nós, e que foi edificada sobre Pedro, príncipe da hierarquia apostólica, e sobre seus sucessores para sempre;
4. Em quarto lugar: aceito sinceramente a doutrina da fé transmitida até nós desde os Apóstolos por meio dos Padres ortodoxos, sempre no mesmo sentido e na mesma sentença; e, portanto, rechaço de ponta a ponta a invenção herética da evolução dos dogmas, que passariam de um sentido a outro diverso do qual primeiramente a Igreja sustentou. Igualmente condeno todo erro, pelo qual, ao depósito divino entregue à Esposa de Cristo para que por ela seja fielmente guardado, substitui-se uma invenção filosófica ou uma criação da consciência humana, lentamente formada pelo esforço dos homens e que, posteriormente, deve se aperfeiçoar por um progresso indefinido.
5. Em quinto lugar: Sustento com toda certeza e sinceramente professo que a fé não é um sentimento cego da religião que brota das profundezas do subconsciente, por pressão do coração e a inclinação da vontade formada moralmente. Ao contrário, sustento que é um verdadeiro assentimento do intelecto à verdade recebida de fora pelo ouvido, pelo que cremos ser verdadeiras as coisas que foram ditas, testemunhadas e reveladas pelo Deus pessoal, Criador e Senhor nosso, e cremos por autoridade de Deus, sumamente veraz.
Também me submeto com a devida reverência e de todo coração adiro às condenações, declarações e prescrições que estão na encíclica Pascendi e no Decreto Lamentabili:

1.       Particularmente no relativo ao que chamam de história dos dogmas;
2.   Do mesmo modo, reprovo o erro dos que afirmam que a fé proposta pela Igreja pode repugnar à história e que os dogmas católicos, no sentido em que agora são entendidos, não podem se conciliar com as mais exatas origens da religião cristã;
3.  Condeno e rechaço também a sentença daqueles que dizem que o cristão erudito se reveste de dupla personalidade, uma de crente e outra de historiador, como se fosse lícito ao historiador sustentar o que contradiz a fé do crente, ou deitar premissas das quais se siga que os dogmas são falsos e duvidosos, contanto que não sejam negados diretamente;
4.  Reprovo igualmente o método de julgar e interpretar a Sagrada Escritura que, sem levar em conta a tradição da Igreja, a analogia da fé e as normas da Sé Apostólica, segue os delírios dos racionalistas e abraça não menos livre que temerariamente a crítica do texto como regra única e suprema;
5. Rechaço também a sentença daqueles que sustentam que quem ensina a história da teologia ou escreve sobre essas matérias tem que deixar antes de lado a opinião preconcebida, ora sobre a origem sobrenatural da tradição católica, ora sobre a promessa divina de uma ajuda para a conservação perene de cada uma das verdades reveladas, e que, além disso, os escritos de cada um dos Padres devem ser interpretados apenas com os princípios da ciência, excluída toda autoridade sagrada, e com aquela liberdade de juízo com que se investiga qualquer monumento profano;
6. De maneira geral, finalmente, me professo totalmente alheio ao erro pelo qual os modernistas sustentam que, na Sagrada Tradição, não há nada de divino, ou, o que muito pior, admitem num sentido panteísta, de sorte que já não reste mais que o fato enxuto e simples, que se deve pôr no nível dos fatos comuns da história, a saber: homens que por sua indústria, engenho e diligência continuam nas idades seguintes a escola começada por Cristo e seus Apóstolos;
7. Portanto, mantenho firmissimamente a fé dos Padres e a manterei até o último sopro da minha vida sobre o carisma certo da verdade, que está, esteve e sempre estará na sucessão do episcopado desde os Apóstolos; não para que se sustente o que mais bem e mais apto possa parecer conforme à cultura de cada idade, mas para que nunca se creia de outro modo, nunca de outro modo se entenda a verdade absoluta e imutável pregada desde o princípio pelos Apóstolos.

Fica-se de joelhos e, estendendo a mão direita sobre os Santos Evangelhos, continua:
Tudo isso prometo que hei de guardar íntegra e sinceramente e custodiar inviolavelmente sem me apartar nunca, nem ensinando, nem de qualquer outro modo por palavra ou escrito. Assim, prometo; assim, juro; assim, ajude-me Deus e estes Santos Evangelhos de Deus.


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Nesta obra é apresentado um panorama montado a partir da visão dos católicos ditos tradicionalistas, aqueles que fizeram e fazem resistência às mudanças que desfiguraram a Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II. Episódios pouco conhecidos dos católicos são trazidos à tona, bem como se tenta desvendar os reais motivos para a realização de uma reforma na celebração da Santa Missa, algo tido como acontecimento improvável para o mundo católico após a promulgação da Bula Quo Primum Tempore, um documento do Papa São Pio V que, em 1570, tornava definitiva a forma com a qual se deveria celebrar a Santa Missa a partir de então.

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