As conclusões teológicas apresentam notável importância: servem para se aprofundar as verdades reveladas


As Conclusões Teológicas

Chama-se “conclusão teológica” uma verdade religiosa, deduzida de duas premissas, das quais uma é formalmente revelada e a outra só é conhecida pela razão. Derivando-se tais verdades por uma raiz da Revelação, são chamadas virtualmente reveladas (vitualiter revelatae).

 
Quanto ao modo da revelação, uma verdade pode ser revelada:
a)    Imediata e formalmente, como, por ex., a Criação (Gn 1,1), a Encarnação (Jo 1, 14), a Trindade (Mt 28, 19);
b)    Imediatamente mas de modo obscuro, como a parte no todo e o particular no geral, por ex., a procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho, a infalibilidade do Papa;
c)    Só virtual e implicitamente, de modo que só se podem conhecer tais verdades por meio de raciocínio ou de silogismo.

 
Nos dois primeiros casos temos um verdadeiro dogma, enquanto no último só temos uma conclusão teológica. Exemplos de conclusões teológicas: Cristo é, mesmo como homem, Filho natural de Deus e não Filho adotivo; a unidade da ação externa das três Pessoas divinas; a unidade da procedência do Espírito Santo; o poder de ensinamento da  Igreja concernente às “verdades católicas”.


Para a Dogmática, as conclusões teológicas apresentam notável importância: servem para se aprofundar as verdades reveladas, para lhes conhecermos melhor sua conexão e sistematizá-las; tudo isto nos proporciona a chave para descobrirmos novas verdades e resolvermos não poucas questões, para as quais a Revelação não tem respostas claras e precisas. Em última análise, à Igreja pertence decidir quais as verdades que devemos considerar como conclusões teológicas. E que fé devemos prestar a estas verdades? A maior parte dos Tomistas, com muitos outros teólogos, respondem que se podem, e, portanto, se devem, crer somente com fé eclesiástica e não divina. Exemplos de declarações oficiais sobre conclusões teológicas encontram-se na Constituição “Actuorem Fidei” de Pio VI, contra o Sínodo de Pistóia. As 85 proposições condenam, na maioria, conclusões falsas (Denz. 1501 ss).

por Bernardo Bartmann, na Obra Teologia Dogmática Vol I, pp. 20-21.

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