sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A perspectiva da repetição de Assis



São Polieucto em Assis
 Padre Régis de Cacqueray
Superior do Distrito da França
Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Deixem de ficar dando voltas e inventando frases, de mentir a si mesmos e de mentir aos homens. É uma enganação querer invocar a virtude da obediência para pedir aos católicos de se submeterem, quando acontece da Fé católica estar em perigo. Deve-se pensar na honra de Nosso Senhor Jesus Cristo e não às críticas que poderão cair sobre nós pelas palavras que se vai dizer. É preciso transmitir às almas escandalizadas os cuidados necessários, antes de pensar no nosso conforto pessoal. A Fé deve ser confessada a qualquer custo e o dever de confessá-la é ainda maior quando são as próprias autoridades da Igreja que se encontram na origem desses terríveis escândalos.

É, assim, lamentável procurar dissimular-se por detrás de raciocínios falsos que tentam passar a borracha e apagar as contradições evidentes que opõem as ações do papa e dos bispos atuais a todos os que os precederam. Estes que se protegem atrás de argúcias indignas e ousam ensiná-las favorecem a mentira. Enganam as almas em matéria grave e favorecem a perda da fé. Terão contas a pagar do seu silêncio e da sua cumplicidade culpável.

As cerimônias interreligiosas convocadas pelos últimos papas para convidar os chefes das diferentes religiões para rezar, cada qual na sua religião, para a paz no mundo, supõem uma deformação e uma horrível diminuição da verdade da Fé Católica. Como pensar que a fé poderia vir dessas orações que são ditas a deuses que não são Deus, que são na realidade demônios? Como considerar que a paz possa acontecer fora do único Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Que esta convocação seja feita pelo Vigário de Jesus Cristo sobre a terra constitui uma injúria insustentável diante de Deus. Foi menos ofensivo para Nosso Senhor Jesus Cristo ser crucificado entre dois ladrões que não acreditavam serem deuses, do que ser obrigado a aparecer entre ídolos que roubam as almas que Ele resgatou com seu Sangue.

A perspectiva da repetição de Assis, para festejar os vinte cinco anos, estabelece, pois, a todos os católicos um caso de consciência evidente que ninguém tem o direito de afastar. A obediência cega, recomendada pelo padre Hygonnet, da Fraternidade São Pedro pode ser católica? Como, em nome da obediência ao papa, ter-se-ia o direito de, não sustentar, mas até mesmo de silenciar diante de tal escândalo? Não apenas a reunião de Assis não pode ser apoiada como não se pode nem mesmo guardar o silêncio. Todos os católicos que compreendem a gravidade da coisa devem rezar para que esta maldita reunião não aconteça. Todos os padres que têm a fé católica deve denunciar esta abominação, mesmo ao preço das paredes da sua capela. Desejaríamos, mas não acreditamos mais que algum padre saia do seu silêncio.

Não nos enganemos. Nós temos hoje de escolher entre a Fé Católica e uma outra idéia irreconciliável com esta mesma Fé Católica. De um lado, há a Fé de São Polieucto e de todos os mártires que foram glorificados pela Igreja por terem recusado jogar incenso aos ídolos, por ter desprezado esses ídolos, por terem denunciado o falso culto que lhe são prestados, por terem penetrado nos seus templos para derrubar seus ídolos.  Do outro lado, estas reuniões interrreligiosas que querem apresentar as religiões como se todas fossem respeitáveis, e nutrem a ilusão de que suas orações possam ser eficazes!

O ídolo de Buda foi colocado, em 1986, sobre o Sacrário de uma das igrejas de Assis. Se São Polieucto estivesse presente em Assis, o teria derrubado e jogado por terra.

O que João Paulo II, este mesmo que será beatificado em 1º de maio, teria dito a Polieucto? O teria entregue à polícia como perturbador perigoso e fanático do Catolicismo? Mesmo que esta impiedade (do Buda) não se renovar em outubro próximo, o que Bento XVI acharia para dizer aos mártires para justificar esta convocação das falsas religiões? Decididamente, esta feira de religiões e esta fé de Assis, não são, de fato nossa Fé.

Tradução: Permanência

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mortificação: a luta contra as más inclinações, para as submeter à vontade, e esta a Deus.

A MORTIFICAÇÃO
(Adolph Tanquerey – Extratos de "A vida espiritual explicada e comentada")

A mortificação contribui, com a penitência, para purificar das faltas passadas, mas o seu fim principal é premunir-nos contra as do presente e do futuro, diminuindo o amor do prazer, fonte dos nossos pecados. 

Expressões bíblicas para designar a mortificação. Encontramos sete expressões principais nos livros santos, para designar a mortificação sob os seus diversos aspectos.
  1. A palavra renúncia (Lc 14, 33): apresenta-nos a mortificação como um ato de desprendimento dos bens exteriores, para seguirmos a Cristo. Assim fizeram os apóstolos (Lc 5, 11)
  2. É também uma abnegação ou renúncia a si mesmo(Lc 9, 23). E, na verdade, o mais terrível dos nossos inimigos é o amor próprio desordenado; eis o motivo por que é forçoso desapegar-nos de nós mesmos.
  3. Mas a mortificação tem um lado positivo: é um ago que fere e atrofia as más tendências da natureza (Rm 8, 13).
  4. Mais ainda é uma crucificação da carne e das suas concupiscências, pela qual cravamos, por assim dizer, as nossas faculdades à lei evangélica aplicando-as à oração, ao trabalho (Gl 5, 24).
  5. Esta crucifixão, quando persevera, produz uma espécie de morte e de enterramento, pelo qual parecemos morrer completamente a nós mesmos e sepultar-nos com Jesus Cristo, para vivermos com Ele uma vida nova (Cl 3,3; Rm 8, 4).
  6. Para exprimir esta morte espiritual. São Paulo serve-se doutra expressão: como, depois do batismo, há em nós dois homens, o homem velho que fica, ou a tríplice concupiscência, e o homem novo ou o homem regenerado, declara o Apóstolo que é nosso dever despojar-nos do homem velho, para nos revestirmos do novo (Cl 3, 9).
  7. E como isto se não faz sem combater, declara ainda que a vida é combate, que os cristãos são lutadores ou atletas que castigam o seu corpo e reduzem a servidão.
Expressões modernas. Hoje vai-se preferindo o uso de expressões mitigadas, que indicam o fim que se pretende atingir, antes que o esforço que para isso se tem de empregar. Diz-se que é mister reformar-se a si mesmo, governar-se a sim mesmo, fazer a educação da vontade, orientar a sua alma para Deus. Estas expressões são exatas, contanto que se saiba que ninguém pode reformar-se e governar-se a si mesmo, sem combater e mortificar as más tendências que em nós existem; que não se faz a educação da vontade, senão mortificando, disciplinando as faculdades inferiores, e que não há possibilidade de alguém se orientar para Deus senão desapegando-se das criaturas e despojando-se dos próprios vícios.

Definição: Pode-se, pois, definir a mortificação: a luta contra as más inclinações, para as submeter à vontade, e esta a Deus. É menos uma virtude que um complexo de virtudes, o primeiro grau de todas as virtudes, que consiste em vencer os obstáculos, no intuito de restabelecer o equilíbrio das faculdades, a sua ordem hierárquica. Assim se vê melhor que a mortificação não é um fim, senão um meio; o homem não se mortificar senão para viver uma vida superior, não se despoja dos bens exteriores senão para melhor conseguir os bens espirituais, não se renuncia a si mesmo senão para possuir a Deus, não luta senão para gozar da paz, não morre a si mesmo senão para viver da vida de Cristo, da vida de Deus. A união com Deus é, pois, o fim da mortificação. Assim, melhor se compreende a sua necessidade.
 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A ilusão da misericórdia sem conversão

Santo Afonso Maria de Ligório

"Pode ser que haja, no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que -- longe de pensar em se livrar deles pela confissão e penitência -- não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais. Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nosso Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que ele se converta e, por conseqüência, escape da desgraça de perder sua alma? 
 
"Ele merece as severas censuras que o Apóstolo dirigiu ao povo judeu impenitente: 'Porventura desprezas as riquezas da bondade, da paciência e da longanimidade de Deus? Ignoras que Sua bondade te convida à penitência? Mas que na tua dureza e coração impenitente, acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus' (Rom II 4,5).

"Eu quero vos afastar, meus irmãos, desse funesto abuso, e vos preservar da desgraça de cair na morte eterna do inferno. A esse propósito, chamo vossa atenção para a seguinte verdade: Quando uma alma abusa da misericórdia divina, a misericórdia divina está bem próxima de a abandonar...

"Santo Agostinho observa que, para enganar os homens, o demônio emprega ora o desespero, ora a confiança.

Após o pecado, o demônio nos mostra o rigor da justiça de Deus para que desconfiemos de Sua misericórdia. Entretanto, antes do pecado, o demônio nos coloca diante dos olhos a grande misericórdia de Deus, a fim de que o receio dos castigos, devidos ao pecado, não nos impeça de satisfazer nossas paixões...
 
"Essa misericórdia sobre a qual vós contais para poder pecar, dizei-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o demônio, obstinado em vos perder. Cuidado!, diz São João Crisóstomo, de dar ouvidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste...

"'Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida confessar-me-ei'. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas ao inferno!...
 
"Nosso Senhor, aparecendo um dia a Santa Brígida, queixou-Se: 'Eu sou justo e misericordioso, mas os pecadores não querem ver senão minha misericórdia' (Ego sum justos et misericors; peccatores tantum misericordem me existimant - Rev. 1. I. c. 5). Não duvideis, diz São Basílio, que Deus é misericordioso, mas saibamos que Ele é também justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus. Uma vez que Deus é justo, é impossível que os ingratos escapem do castigo.... Misericórdia! Misericórdia! Sim, mas para aquele que teme a Deus, e não para aquele que abusa da paciência divina!".

(Sermons de S. Alphonse de Liguori, Analyses, commentaires, exposé du système de sa prédication, par le R.P. Basile Braeckman, de la Congrégation du T. S. Rédempteur, Tome Second. Jules de Meester-Imprimeur-Éditeur, Roulers, pp. 55-60, apud  Revista Catolicismo, número 572, agosto/1998, página 37).

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Maria é mãe

Maria é mãe de Jesus!
Não é tia.
Não é avó.
Não é prima.
Maria é mãe!
Mãe de Jesus!

E Jesus é Deus!
Não é anjo.
Não é criatura.
Não é simples profeta.
Jesus é Deus!
Alguém duvida?

Maria, que é Mãe de Jesus,
então é Mãe de Deus!

Maria não deu a divindade a Jesus.
Ela não podia.
Mas, Jesus a escolheu pra ser sua mãe.
E Ele pode escolher.

E escolheu bem!

Resumindo:
Maria é Mãe de Deus!
E ponto final.

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